Quando vais ao mercado à procura de um potencial carro 100% elétrico para tentar mudar a tua vida, vais notar que existem modelos que só existem em versão elétrica, e claro, outros modelos que têm versões a tudo e mais alguma coisa, ou seja, gasolina, plug-in, e claro, 100% elétrica. Parece estranho, não é verdade?
Afinal de contas, porque é que o Renault 5 só existe em versões 100% elétricas, e o Peugeot 408 existe de todas as formas e feitios? É que, no caso do R5, é inegável que o carro ia vender que nem pãezinhos quentes caso estivesse equipado com um motor a combustão. Não é que o carro elétrico não seja um sucesso, porque é. Mas seria obviamente diferente.
Pois bem, é estratégia!
Marca a Leak como fonte favorita na Pesquisa Google e recebe mais artigos nossos no Discover.
Carros Elétricos: Já reparaste na parte da multi-energia?

Portanto, há fabricantes que apostam em plataformas 100% elétricas, e outras que apostam em plataformas que dão para tudo e mais alguma coisa. O que se ganha com isto? Como em tudo na vida, há vantagens e desvantagens em ambos os lados.
Uma plataforma multi-energia, que seja capaz de dar origem a veículos a gasolina, gasóleo, híbridos, híbridos plug-in e ainda elétricos, vai ser muito mais barata. Porque é uma única plataforma para dar origem a muitos carros. De facto, uma plataforma pode ser utilizada em mais do que um modelo, que por sua vez vai ter todas estas versões. Porém, os carros daqui resultantes podem sofrer na eficiência energética e na dinâmica, já que têm de acomodar componentes de sistemas diferentes.
Por sua vez, uma plataforma 100% focada para dar origem a carros elétricos vai dar origem a carros mais eficientes e com melhor dinâmica, mas pode acabar por ser mais cara. Porque vai obviamente vender menos, e isso afeta a sempre importante economia de escala.
Multi-Energia: A plataforma que serve para tudo? Mas pode estar a ficar cansada.

Quando se começou a apostar nos carros 100% elétricos, alguns grupos automóvel entenderam que o futuro não passava por ter um chassis para cada tipo de motor, mas sim pela chamada plataforma multi-energia. Fabricantes como a Stellantis apostaram em arquiteturas flexíveis que podem levar tudo, desde um sistema híbrido até uma motorização 100% elétrica.
Algo que correu muito bem, e de facto continua a correr. Afinal de contas, a Peugeot é quem mais vende em Portugal:
- Com 2.704 matrículas em abril, que correspondem a uma quota de 11,2%, a PEUGEOT voltou a garantir o lugar de topo nas tabelas de vendas automóveis nacionais pelo 4º mês consecutivo em 2026. A marca liderou o mercado, quer em termos Totais (VP+VCL), quer nas suas duas divisões, de mercado de Passageiros e de Comerciais Ligeiros.
- A PEUGEOT foi, também, a marca generalista líder do mercado 100% elétrico.
Mas, em 2026, começa a ficar a ideia que se calhar é preciso começar a apostar em plataformas dedicadas, especialmente agora que já existem tantas marcas focadas no mercado 100% elétrico, e é preciso diferenciar com qualidade, autonomia e eficiência.





