Enquanto por cá ainda discutimos passadeiras e rotundas, ao mesmo tempo que se olha para os preços dos combustíveis, a China está noutro nível. Estivemos por lá uma semana para o lançamento do OPPO Find X9 Ultra e, como seria de esperar, tivemos um choque de realidades.
A China já não é aquele país pobre que fazia coisas a preços ridículos para o Ocidente. É onde se brinca com o futuro, ou melhor, com o presente. A região deu luz verde à condução autónoma avançada naquilo que é um teste gigante, onde Pequim e Shenzhen abriram as portas a veículos totalmente sem condutor, permitindo que empresas como a Baidu e a Pony.ai coloquem frotas de robo-taxis nas ruas, sem ninguém ao volante para dar segurança.
Aqui temos de salientar que isto não é apenas um teste de laboratório. É a aprovação regulatória para operações comerciais reais. Basicamente, a China está a dizer ao mundo que confia mais nos algoritmos do que em muitos condutores de carne e osso.
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Nível 3 e Robotaxis: A revolução nas ruas!

Desde o final de 2025 que marcas como a Changan Shenlan e a BAIC Jihu têm autorização para produzir em massa veículos com autonomia de Nível 3. Carros que conseguem tratar de quase tudo sozinhos, tanto em autoestradas como em ambiente urbano.
De facto, em Shenzhen, as regras foram levadas ao extremo com a implementação da primeira regulamentação feita à medida para veículos autónomos, permitindo a condução totalmente “unmanned” (sem humano a bordo) em estradas designadas. É o fim do supervisor no banco do passageiro.
Automóveis que contam com uma luz verde perto dos piscas traseiros, para assinalar aos condutores reais que não vai ninguém ao volante.
Curiosamente, até nos céus a luz é verde!
Mas a coisa não se fica pelo asfalto. O Ehang EH216-S já recebeu certificação de navegabilidade para ser um táxi voador elétrico. Sim, leste bem: táxis voadores autónomos já têm luz verde regulatória.
Além disso, a China está a usar tecnologia para manter os humanos (os que ainda conduzem) acordados. Algumas autoestradas estão a ser equipadas com luzes laser especiais que projetam padrões coloridos para combater a fadiga em viagens longas. Até os novos designs de carros estão a incluir luzes verdes específicas para indicar manobras de inversão de marcha (U-turn), tudo para reduzir a confusão nos cruzamentos.
A minha visão? Esta “luz verde” da China não é apenas sobre carros elétricos ou software giro. Acima de tudo, é sobre liderança tecnológica. Estão a criar o ecossistema antes de toda a gente. Enquanto o resto do mundo hesita com questões éticas e burocracia, a China está a transformar as suas cidades num filme de ficção científica em tempo real. É, de facto, curioso e demonstra o “atraso” que temos em mãos.





