Tim Cook deixa a Apple após 15 anos. O que esperar da marca agora que fica sem o seu “Mestre da Logística”?
Tim Cook não foi o visionário que inventou o iPhone. Aliás, Cook nunca foi um homem do “hardware”; foi sempre extremamente focado no negócio, sendo exatamente por isso que a Apple nunca vendeu tanto como agora. No fim do dia, ele foi o génio operacional que colocou o iPhone no bolso de quase toda a gente.
Mais concretamente, durante a sua liderança, a Apple deixou de ser “apenas” uma empresa de computadores e telemóveis para se tornar num colosso de serviços e luxo. Mas, agora com a sua saída em 2026, a questão que fica no ar é… O que vai acontecer à Apple? O que vai mudar?
O legado: Uma máquina de lucro, mas pouca “magia”?
É inegável que Cook foi um sucesso absoluto para os acionistas. Sob o seu comando, a Apple atingiu avaliações de mercado astronómicas, o que por sua vez meteu muito dinheiro no bolso destas pessoas. No entanto, para o utilizador comum, a sensação é que os últimos anos foram de evolução lenta.
Por isso, com mudanças na liderança, algo vai ter de mudar. Especialmente tendo em conta o novo nome à frente da gigante.
O que vem a seguir? A urgência da Inteligência Artificial?
O sucessor de Cook (John Ternus) herda uma batata quente.
Apesar de não ser o fim do mundo que muitos pensavam, a Apple demorou a acordar para a revolução da Inteligência Artificial Generativa e, como vimos nos últimos lançamentos de 2025 e 2026, a marca tem estado sob pressão para provar que ainda consegue inovar e não apenas “copiar e polir”.
Além disso, temos o desafio do hardware. Com os rumores de um iPhone dobrável (o tal “iPhone Ultra”) e a necessidade de reinventar o iPad, o próximo CEO não pode ser apenas um gestor de tabelas de Excel. Terá de ser alguém com a coragem de arriscar, algo que a Apple de Cook evitou ao máximo para não assustar os investidores.
Vamos ver mudanças já no iPhone 18?
Não. Muito dificilmente vamos ver mudanças radicais nos próximos 1 a 2 anos. Não é assim que as coisas funcionam. O hardware que vemos nas prateleiras em 2026 foi pensado em 2023 ou 2024. São projetos delicados, com muitas peças móveis. Não é possível chegar e revolucionar tudo de um dia para o outro. Isto não é um clube de futebol onde mudas de treinador e esperas que aconteça um milagre no domingo seguinte.
Mas John Ternus é uma pessoa que adora hardware. Por isso, é fácil chegar à conclusão de que o iPhone vai mudar um bocadinho num futuro próximo. Provavelmente a partir do iPhone 19 ou 20 já vamos ver algumas “coisas giras” e realmente diferentes.
Conclusão: A Apple está numa encruzilhada!
Eu acredito que isto é bom. Mudar uma fórmula de sucesso não significa que vai tudo correr mal; nada dura para sempre. A saída de Tim Cook é um teste final, mas é também uma oportunidade de ouro.
Aliás, vamos finalmente perceber se a marca é maior do que os seus líderes ou se o sucesso dos últimos 15 anos foi apenas o resultado de uma gestão financeira brilhante sobre as ideias que Steve Jobs deixou na gaveta.
O meu palpite? Os próximos dois anos vão ser os mais interessantes da história recente da Apple. Ou eles se reinventam e voltam a ser “cool”, ou arriscam-se a tornar-se numa nova BlackBerry. Agora é sentar e ficar a assistir.
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