É oficial! A Microsoft decidiu recuar nos preços do Xbox Game Pass. Ou seja, depois de um 2025 em que o serviço parecia estar a caminho de se tornar um artigo de luxo, a gigante de Redmond percebeu que estava a perder subscritores e que o valor cobrado já não fazia sentido para a realidade da maioria dos jogadores.
Por isso, voltou atrás. Algo que eu acho lindo no panorama atual das coisas, porque é obviamente muito complicado para uma empresa deste tamanho voltar atrás. Porém, também prova que existe vontade de mudanças e de sucesso.
Vamos aos números que interessam!
- Game Pass Ultimate: Baixa dos quase 30€ para os 20,99€ por mês.
- PC Game Pass: Baixa para os 12,99€ por mês.
É uma descida considerável e que prova que, quando os consumidores fecham a carteira, as empresas são obrigadas a ouvir. Ou seja, é uma nova prova de que… Nós temos mais poder do que aquilo que imaginamos.
Porém, “não há almoços grátis” e esta descida de preço traz uma fatura pesada para os fãs de uma certa franquia de tiro.
O adeus ao Call of Duty “Day One”!
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Lembras-te da promessa de que todos os grandes jogos da Microsoft chegariam ao serviço no dia do lançamento? Podes tirar o cavalinho da chuva no que toca ao Call of Duty. A Microsoft confirmou que, daqui para a frente, os novos títulos da saga (como o futuro Black Ops 8) já não entram diretamente no Game Pass.
A razão é simples e puramente financeira. A inclusão de Black Ops 6 e 7 no serviço destruiu as vendas diretas do jogo e o crescimento de novos subscritores não foi suficiente para tapar o buraco de centenas de milhões de euros. Por isso, agora, o Call of Duty só chegará ao Game Pass cerca de um ano depois do lançamento.
O que acontece aos outros jogos?
Esta é a grande dúvida que fica no ar. Se o Call of Duty deixou de ser “Day One” para salvar as contas da Microsoft, o que acontecerá com o próximo Fable ou com o novo RPG da Bethesda? Por agora, a Microsoft diz que o corte é apenas para o CoD, mas a porta ficou aberta para que outros “tubarões” sigam o mesmo caminho.
No fundo, a Microsoft percebeu que o modelo “Netflix dos Jogos” tem falhas graves quando falamos de produções que custam centenas de milhões de dólares a produzir.
Conclusão: Vale a pena a troca?
Se não és um jogador que vive exclusivamente para o Call of Duty, esta é a melhor notícia que podias receber. Pagar quase menos 10€ por mês pelo Ultimate é uma poupança brutal ao fim de um ano. E, a verdade é que estás a pagar menos por um catálogo que continua a ser, de longe, o melhor da indústria.
Por outro lado, se subscrevias o serviço apenas para ter o CoD “de borla”, a festa acabou. Vais ter de voltar a abrir os cordões à bolsa e pagar os 70€ ou 80€ pelo jogo se o quiseres jogar no dia de lançamento.
O meu palpite? A Microsoft fez o que tinha de ser feito. Baixou o preço para manter as pessoas no ecossistema e tirou o “doce” mais caro para não ter problemas nas contas. Resta saber se os jogadores vão aceitar esta nova realidade ou se isto é apenas o início do fim dos grandes lançamentos no serviço.








