iPhone 18 com ecrã reciclado? A Apple está a esticar a corda? Sim, a Apple tem mais controlo sobre o hardware que dá vida aos seus produtos, mas… como qualquer outra fabricante, está a gastar fortunas em memória (e não só). Infelizmente, como deves saber, o dinheiro não estica.
Por isso, e como já dissemos ontem, a gigante de Cupertino vai “capar” o iPhone 18 para baixar o seu custo de produção e aumentar o espaço que existe entre o modelo base e os mais lucrativos modelos Pro e Pro Max. Já existem rumores de que o SoC não vai mudar na nova geração, mas, apesar de tudo isso, a principal vítima parece ser mesmo o ecrã.
O que é que isto significa? Significa que, enquanto os modelos Pro vão receber o que de melhor existe, se quiseres um iPhone 18, podes acabar com tecnologia que já era usada no tempo do iPhone 14 Pro.
M12+ vs M16: O abismo tecnológico?
Eu acredito que o consumidor comum não vai notar grande diferença à primeira vista. Mas, para perceberes a gravidade da situação, temos de olhar para as gerações de painéis da Samsung. Os modelos iPhone 18 Pro e Pro Max deverão estrear os painéis M16, que trazem novos materiais (azul fosforescente) para garantir uma eficiência energética e um brilho nunca antes vistos.
Já o iPhone 18 base? Bem, os rumores dizem que vai ficar preso à tecnologia M12+.
- O que é o M12+? É uma versão ligeiramente afinada dos painéis que estrearam em 2023 com o iPhone 14 Pro e o Galaxy S23.
- Onde está o problema? Em 2027, quando o iPhone 18 chegar ao mercado, esta tecnologia terá quatro anos. E como tal, estará atrás dos painéis M13, M14 e M15 em quase todos os aspetos técnicos que contam.
O marketing da Apple: “Advanced OLED”?
Claro que a Apple não vai dizer “estamos a vender-vos tecnologia velha”.
Vamos ver termos pomposos como “Advanced Super Retina XDR” ou “Advanced OLED”, enquanto se mostram umas cores bonitas no ecrã e a plateia vai aplaudir. Mas a estratégia é óbvia: padronizar o componente mais barato possível nos modelos que mais vendem (o iPhone 18 e o 18e) para conseguir absorver os custos brutais dos novos chips de 2nm e dos modems 5G de última geração que vão equipar os modelos Pro.
Conclusão: O iPhone base está a tornar-se um “iPhone SE” de luxo?
Se isto se confirmar, o iPhone 18 base deixa de ser uma espécie de topo de gama para passar a ser um financiador de hardware. Ou seja, vais continuar a pagar o preço de um flagship, mas a receber componentes que a concorrência Android já ultrapassou há muito tempo em modelos de gama média.
O meu palpite? A Apple quer vender mais modelos Pro do que o resto e, por isso, vai ter de “matar” este modelo base. Aliás, é esperado que os modelos Pro e Pro Max sejam lançados em setembro, enquanto o iPhone 18 e 18e chegam às prateleiras apenas em março ou abril de 2027. Com este “capanço” anunciado, é provável que o cliente siga exatamente o caminho que a Apple quer: o do modelo mais caro.
Mas… pode não correr assim tão bem quanto eles pensam.
Assinado por: Nuno Oliveira








