Como deves saber, o MacBook Neo está a ser um sucesso estrondoso para os lados da Apple. Aliás, está a vender tanto, que o stock inicial de portáteis pura e simplesmente… desapareceu a uma escala global!
Pode parecer estranho para alguns, visto que o MacBook Neo chega ao mercado com 8GB de memória RAM e apenas 256GB de armazenamento interno na sua versão base. Mas, o portátil “barato” da Apple é um sucesso quase inacreditável porque não liga apenas às especificações. Aparece com performance, design e até qualidade de construção, dentro de um mercado que sempre viveu de máquinas “decentes” no lado Windows da coisa, e que por isso mesmo, estava a morrer de cansaço e aborrecimento.
Mas… Ainda assim! Apesar de tudo aquilo que o MacBook Neo faz de bem, e é muita coisa, pode fazer sentido esperar um bocadinho. Sim, é verdade que se esperares muito acabas por nunca ter nada, isto porque o mundo da tecnologia está sempre a ser renovado, por vezes até de 6 em 6 meses. Ainda assim, neste caso, tendo em conta a estratégia da Apple, pode fazer sentido esperar pelas novidades do “amanhã”.
MacBook Neo já… Ou só amanhã? Eu esperava!
Portanto, parece-me lógico que a Apple não está muito interessada em fazer dinheiro a sério com o MacBook Neo. O objetivo é outro, obviamente mais inteligente e interessante.
A Apple quer chegar onde nunca chegou, e se possível, conseguir meter portáteis MacBook nas mãos dos estudantes, ou melhor, naquele tipo de utilizador que vai tocar num computador pela primeira vez.
Afinal de contas, se as crianças começarem a mexer num MacBook em vez de um qualquer portátil Windows “barato”, é muito provável que a tendência seja continuar no mesmo ecossistema. O ser humano é ainda uma criatura muito apegada à “habituação”.
Além disso, a realidade é que os portáteis MacBook, especialmente os Air, já não são aquele produto ultra premium demasiado caro para ser justificável aos olhos de “alguém”, neste caso… dos pais. Ter crianças com um MacBook Neo nos primeiros anos de escola, e depois dar o salto para o Air no secundário ou na faculdade, não me parece nenhum absurdo.
Mas, isto também não significa que a Apple não está a fazer dinheiro em cada unidade vendida do MacBook Neo. Porque está. E está porque conseguiu fazer algo extremamente inteligente.
De forma muito resumida, o MacBook Neo não é baseado no processador do iPhone 16 Pro, o A18 Pro, por um mero acaso do destino. É porque a Apple tinha caixotes cheios de processadores que não eram bons o suficiente para dar vida a esse mesmo iPhone, mas também não eram maus o suficiente para ir para o lixo.
É assim que a produção funciona. A TSMC produz milhares ou até milhões de chips, mas no meio de tanto produto final, há sempre uma percentagem que não pode ser utilizada no produto principal. Porém, dentro dessa mesma percentagem, existem processadores que funcionam, e que apenas não chegavam ao nível necessário para dar vida ao iPhone.
Ou seja, a Apple não está a pagar milhões de euros à TSMC para produzir o SoC do iPhone da geração passada. Está sim a reaproveitar chips que já tinha em armazém e que não iam servir para nada. Claro que não são de “borla”, porque têm de ser testados e validados. Ainda assim, são chips que ficam ao “preço da chuva”.
É exatamente por isto que eu esperava!
A Apple tem muitos chips “binned” do A18 Pro, ou seja, chips que não tinham qualidade suficiente para dar vida ao iPhone 17 Pro, ou Pro Max. Mas… estes chips não são infinitos. Vão acabar, e quando isso acontecer, a produção do MacBook Neo vai abrandar ou vai mesmo ser dada por terminada. Afinal de contas, não faz sentido pagar à TSMC para produzir chips “antigos”.
O que vai acontecer então? Simples! A Apple vai passar para a outra geração de chips “binned”, ou seja, o A19 Pro do iPhone 17 Pro. Um SoC que já traz 12GB de memória RAM, além de algumas outras melhorias no lado do desempenho.
Isto é importante porquê? Porque o MacBook Neo chegou ao mercado com apenas 8GB de RAM, consequência direta do aproveitamento do SoC do iPhone. Assim, se o SoC do iPhone de nova geração tem mais 4GB de memória RAM, é fácil chegar à conclusão que o próximo MacBook Neo também vai receber um acréscimo de 4GB de memória RAM.
Vai existir um MacBook Neo 2? Ah… disso não tenhas dúvidas. A aposta está a ser um sucesso, e apesar das melhorias já mencionadas, é expectável que a Apple mantenha o preço. Afinal de contas, a ideia aqui não é fazer dinheiro a sério. É conquistar quota de mercado como nunca.
É exatamente por isso que eu, no lugar de quem não precisa mesmo de comprar já, esperava mais um bocadinho. Porque este primeiro MacBook Neo faz sentido, mas o próximo pode ser o verdadeiro ponto de equilíbrio entre preço, performance e longevidade.







