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Jogos

ZX-DEV Conversions: competição terminou com 18 jogos de grande nível

André Leão

Publicado a

E finalmente terminou no passado dia 31 a competição ZX-Dev Conversions, onde ao longo dos últimos meses foram apresentados 18 jogos (mais 2 inacabados), alguns de grande nível, e todos gratuitos. Iremos fazer uma pequena review de cada um deles, embora alguns mereçam no futuro uma análise mais aprofundada, tal a qualidade que apresentam. Avaliaremos também cada um deles (nota de 1 – mínimo, a 5 – máximo).

Baby Monkey Alba de Javier Quero

Foi um dos primeiros jogo a ir a concurso e apresentou um platformer típico, com reminiscências do Kong, Horace e outros. Apesar de estar bem implementado, pareceu-nos curto e um jogador experiente termina-o em  apenas 15 minutos, limitando em muito a sua longevidade. De qualquer forma, é um jogo despretensioso e que cumpre com os objetivos da competição. Nota: 3

Bobby Carrot de Couvej

No início de 2018 aparece o primeiro dos grandes jogos a concurso. Em Bobby Carrot temos que apanhar cenouras ou semear ovos da Páscoa e vai exigir-nos raciocínio muito rápido para conseguirmos terminar todos os níveis. Tem algumas particularidades engraçadas, como o facto de ter dois tipos diferentes de níveis (um mais fácil, mais adequado ao público juvenil), e uma tabela de recordes que pode see mantida atualizada. Para retirarem o melhor deste jogo, deverão corrê-lo no modo 128 K. Nota: 5

Doctor Who – Surrender Time de Igor Errazking

Os jogos isométricos criados através do motor 3D Game Maker voltaram a estar na moda, aparecendo ultimamente muitos criados com essa funcionalidade. Doctor Who é apenas mais um caso, mas não dos mais felizes. Os cenários apresentam-se muito despidos, dando a sensação de não ter havido tempo para mais. Torna-se assim um jogo monótono e sem qualquer motivo de interesse particular e que nos motive a voltar a carregá-lo. Nota: 2

Extruder de Rui Martins

O nome do programador não engana, também foi a concurso um jogo português, neste caso uma conversão do clássico Magical Drop II. O programador teve pouco tempo para completar o jogo e isso nota-se, com algumas funcionalidades que não estão implementadas e que apenas irão aparecer numa versão melhorada de Extruder. No entanto, o que aqui temos, já constitui uma boa diversão, especialmente se jogado a dois. Nota: 3

Gandalf de Cristian Gonzalez, Alvin Albrecht, Hikaru & Beykersoft

Mais um platformer a sair nos últimos dias da competição, desta vez a remeter para o imaginário de Tolkien. Com cenários muito imaginativos, extremamente colorido (ou não tivesse sido criado com o motor Nirvana +), consegue manter o interesse ao longo dos 64 ecrãs, divididos pelos 4 níveis de Gandalf. Muito difícil, mas absolutamente viciante. Nota: 5

Gimmick! Yumetaro Odyssey de Greenweb Sevilla

Também nos últimos dias da competição foi apresentado um surpreendente jogo, não com uma, mas com dezenas de referências a bem conhecidos jogos e personagens de outras plataformas (e também do Spectrum). Apesar de ser bastante divertido, o facto de apresentar ecrãs estáticos em vez do aconselhado scroll, retira-lhe alguma jogabilidade. No entanto, é um jogo que vai agradar a Gregos e Troianos, tal a diversidade que apresenta. Nota: 4

Left Behind de Dave Hughes

O primeiro jogo a aparecer a concurso foi baseado numa obra literária, The Martian. Apresenta um clone de Manic Miner, extremamente simples, mas que consegue agarrar o jogador por alguns momentos. Não sendo de esperar maravilhas de um jogo do género, cumpre com os objetivos a que se propõe. Nota 3

Mighty Final Fight de Sanchez

Mighty Final Fight, conversão do jogo com o mesmo nome da NES, é talvez o principal candidato à vitória. De facto, como conversão, está simplesmente perfeita, e já há quase 30 anos que não aparecia um beat’em’up tão bom para o Spectrum. Consegue nota máxima em todos os aspetos, e mesmo quem não gosta do género, irá ficar totalmente viciado neste jogo magistralmente implementado. Nota: 5

Ninja Gaiden (Shadow Warriors) de Jerri & DaRkHoRaCe

E se não dizemos de caras que Mighty Final Fight vai ser o vencedor do ZX-Dev Conversions, é porque tem um concorrente de peso. Ninja Gaiden é a conversão de um jogo de 1991 da game Boy, e tal como no primeiro, consegue trazer para uma nova dimensão os jogos com ninjas. Atrevemos-nos mesmo a dizer que nunca o Spectrum teve um jogo tão bom do género. Nota: 5

Parachute de Miguetelo

E de regresso aos campeonato dos bons jogos (mas não excepcionais, como os 2 anteriores), em Parachute controlamos um pára-quedista, que ao longo de 35 níveis tem que conseguir pousar em segurança numa base, evitando toda uma série de obstáculos e inimigos. Conceito muito simples, mas que uma boa implementação contribui para um jogo extremamente divertido. Nota: 4

RetroForce de Climacus

Como não podia deixar de ser, também os shoot’em’ups tiveram espaço na competição. RetroForce é inspirado no shooter de 1984 Star Force, e faz tremendamente lembrar alguns dos bons jogos do género que apareceram no anos 80 para o Spectrum, como Slap Fight ou W.A.R.. Muito competente, mesmo sendo monocromático consegue cativar todos os apreciadores de jogos do género. Nota 4

Roust de Highrise

Highrise, que é como quem diz Allan Turvey, é mestre em criar jogos através do Arcade Games Designer, e conhecido também por fazer conversões de jogos dos anos 80. Roust é uma conversão perfeita de Joust, e se não leva nota máxima, é porque o jogo original é desinteressante. Para quem não o conhece, somos um guerreiro montado numa avestruz (voadora) que tem que eliminar os inimigos com uma lança. Nota: 4 

Saving Kong de Gabriele Amore

Gabriel Amore é conhecido por apresentar muitos jogos num curto espaço de tempo, mas a maior parte das vezes com problemas ao nível da jogabilidade ou até aparentemente inacabados. Não é o caso deste Saving Kong, que inverte a história do célebre macaco, que aqui tem que resgatar a sua amada (humana), elimando tudo o que lhe faz frente, numa mecânica semelhante a Action Force. Nota: 3 

Speccy Pong de Julián Urbano Muñoz

E Speccy Pong será talvez a mais surpreendente conversão a aparecer, não só neste concurso, mas também no Spectrum. Quem diria que a velhinha Pong, que já soma 45 anos de existência, teria capacidade para originar um bom jogo. E de facto consegue-o com todo o mérito, refrescando um género que parecia já não ter nada para oferecer. Podem assim deliciar-se com Pong, jogado de mil e uma formas diferentes, tal a diversidade de opções e funcionalidades que este jogo apresenta. Nota: 4

Twinlight de Denis Grachev

Puzzle inovador, mas que se torna um pouco confuso devido ao grafismo utilizado. Tem óbvias semelhanças com Deflektor, que apareceu nos anos 80 para o Spectrum, mas está longe do brilhantismo desse. Apesar de tudo, quem gosta de puzzles que exigem raciocínio rápido irá tirar daqui algum divertimento. Nota 3

Vindius – The Videogame de Ancient Bits

E quem diria que também iria haver espaço nesta competição para uma aventura de texto do estilo “choose your own adventure”? Obviamente baseado numa obra literária, apesar de bem implementada, sofre de alguns dos defeitos deste tipo de jogos, que é a escassa profundidade, limitando-se o jogador a escolher uma de várias opções, muitas vezes à sorte. Presenteia ainda quem termina a aventura com sucesso, com alguns mini-jogos curiosos. Nota 3

Wunderwaffe de Rafal Miazga

Não se deixem levar pelo imagem abaixo, somos apenas um agente disfarçado, que tem que se infiltrar numa base nazi e roubar os documentos que permitem conhecer os planos de uma nova arma alemã, por forma a invertermos o rumo da guerra. Está dado o mote para uma aventura de arcada, a fazer lembrar Dan Dare. Peca apenas por um nível de dificuldade excessivo. Nota 4


ZXombies: Dead Flesh de Catweazel

E o último jogo a concurso é um dos mais fracos. Remete-nos para o ambiente da série Walking Dead, mas a implementação não é a melhor, entrando na monotonia ao final de um curto espaço de tempo. O que é uma pena, pois não é todos os dias que vemos aparecer para o Spectrum jogos com zombies. Nota 2

Estão assim apresentados os 18 jogos em competição. Alguns melhores que outros, mas de uma forma ou doutra todos merecem uma oportunidade de pelo menos lhes darem uma espreitadela. Relembramos que são todos gratuitos e apenas necessitam de um emulador do Spectrum (ZX Spin, por exemplo, também gratuito), para que os possam carregar. Estão todos disponíveis na página da ZX-Dev Conversions.

Outras notícias de hoje:

Tive o meu primeiro computador em 1985, um TC 2048, que me iniciou na informática. Apesar de no final dos anos 80 ter definitivamente passado para os 16 bits, o bichinho do Spectrum e clones sempre ficou, até aos dias de hoje. Atualmente coleciono tudo o que tenha a ver com o Spectrum e vou estando a par das novidades deste mercado, sendo fundador do blogue Planeta Sinclair.

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