Como estamos fartos de dizer, o Project Helix, que é a nova consola Xbox da Microsoft, não será aparentemente uma consola comum. Ou seja, segundo as informações mais recentes, a Microsoft poderá abandonar a personalização total do chip (APU) em favor de uma solução da AMD que foi pensada para o mundo do PC Gaming. Isto significa que não vamos ter aquela “magia” de ir retirar mais performance a uma consola, face ao que se faz no PC. Mas… Há aqui algo de muito positivo. Apesar de não existir qualquer personalização, este chip vai ser um monstro, e claro, vai aparecer muito mais barato na consola da Xbox.
Xbox Helix: “Bomba” de 3000€ escondida numa consola de 1000€?
Portanto, estamos a falar de uma arquitetura baseada em RDNA 5, com uns impressionantes 68 CUs (unidades de computação) e 48 GB de memória GDDR7. Isto significa que a Microsoft está a colocar o poder de uma placa gráfica topo de gama num sistema fechado.
Assim, mesmo que a consola seja extremamente cara no seu lançamento, e é muito provável que seja — visto que alguns rumores até mencionam valores mais próximos dos 1200€ — o valor real do hardware pode equivaler a um PC Gaming que hoje em dia custa entre 2000€ e 3000€.
De forma ainda mais concreta, e como a Microsoft quer aproximar as consolas Xbox do mundo do PC Gaming, isto significa que vai ser possível meter as mãos num PC cheio de potência quase a metade do preço. Ou seja… Estamos a falar de algo que pode mesmo mudar o jogo. Tanto para a Microsoft, como para nós, os jogadores.
A guerra contra a PS6: Potência bruta vs. Ecossistema
Enquanto a Xbox será significativamente mais poderosa, a Sony parece estar a preparar o contra-ataque noutras frentes.
Mais concretamente, a Sony parece estar mais focada em lançar a PS6 acompanhada por uma consola portátil dedicada, algo que os programadores já estarão a otimizar mesmo antes de receberem os kits finais.
Além disso, a PlayStation 6 deverá apostar forte na retrocompatibilidade total com a PS4 e no uso de tecnologias como o PSSR para melhorar a qualidade dos jogos antigos. No fim do dia, a estratégia da Sony é clara. Ou seja, manter o jogador preso ao seu catálogo e oferecer portabilidade, enquanto a Microsoft quer ser a “rainha” da performance pura.
Conclusão: Estás disposto a pagar o preço do futuro?
1200 euros é dinheiro. É mesmo muito dinheiro. Especialmente em Portugal. Mas… Pode fazer sentido se a performance for de facto inacreditável. Se o negócio for bom, até o português pode dar uma chance.
Mas, como sempre, tudo irá depender do lado do software. Uma consola é sempre uma coisa gira. Mas temos de ter jogos, e temos de ter ecossistema. Neste lado da coisa, a Sony tem sido mais competente.








