Segundo uma atualização recente no site da Virtuos Games, o estúdio que ajudou a Playground Games a fazer o “transplante” de Forza Horizon 5 para a consola da Sony, o jogo já vendeu mais de 5 milhões de cópias só na PlayStation 5.
Para termos noção do que isto representa, este número quase rivaliza com as vendas na Steam (PC), que se estimam entre os 7 e os 8 milhões de unidades. Isto é ainda mais impressionante se pensarmos que o jogo só chegou à PS5 em 2025, quase quatro anos depois do seu lançamento original na Xbox e PC.
Ou seja, a Microsoft anda a lançar jogos na PS5, porque é uma autêntica mina de ouro. Afinal de contas, o jogo já está desenvolvido, sendo necessário apenas alguma adaptação para que o projeto corra na plataforma da Sony.
É por isto que os jogos Xbox foram para a PS5!
Portanto, apesar de estranho aos olhos dos puristas do mundo das consolas, a realidade é que a estratégia da Microsoft está a dar frutos. Frutos bastante lucrativos diga-se de passagem. Ou seja, mesmo com um atraso de anos, e aqui até foram vários anos, os jogadores da PlayStation andam mortinhos por deitar as mãos em alguns dos jogos que mexeram com o ecossistema da Microsoft.
Claro que isto não acontece com todos os jogos, mas quando acontece… É diferenciador.
O fim das barreiras e o futuro com Forza Horizon 6
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No final do dia, isto muda completamente o panorama para o que aí vem. Ou seja, se antes tínhamos de esperar quase uma geração inteira para ver um título da Xbox na PlayStation, o ciclo está a encurtar drasticamente. A prova disso é o anúncio de Forza Horizon 6, que tem lançamento marcado já para 19 de maio de 2026 na Xbox e PC. Desta vez, a Microsoft não vai deixar os jogadores da Sony à espera durante quatro anos; a versão para a PS5 já está prometida para o final de 2026. É a confirmação de que a “exclusividade temporária” é o novo padrão: um miminho para quem tem a consola da casa, mas com a porta aberta para o lucro real pouco tempo depois.
Conclusão: Ganha o jogador, ou perdemos todos?
No fim do dia, quem ganha somos nós, os jogadores. Ter a liberdade de escolher a consola pelo comando, pelo design ou pelos amigos, sabendo que os grandes jogos vão acabar por chegar a todo o lado, é o cenário ideal.
Mas, isto também significa que os jogos vão ser desenvolvidos para todas as consolas, e não para um hardware específico. O que pode complicar algumas coisas, e deixar algum “sumo” em cima da mesa.
Ainda assim, acredito que a barreira vai cair ainda mais ao longo dos próximos tempos. A exclusividade de antigamente… Bem… Já não existe.








