Já passaram mais de cinco anos desde que a PlayStation 5 chegou ao mercado e, verdade seja dita, continuamos com as mesmas limitações no que toca à retrocompatibilidade. Mas, neste caso o hardware não é o culpado. Recentemente, ficou provado que a consola tem “unhas” para correr jogos da PS3 nativamente, a Sony é que simplesmente parece não querer saber.
De facto, a prova veio do mundo do Linux. Graças ao trabalho de programadores que conseguiram meter o sistema operativo a correr em versões mais antigas do software da PS5, um utilizador mostrou o mítico Motorstorm Pacific Rift a correr de forma fluida através do emulador RPCS3.
Ou seja… É possível, e se pessoas de fora conseguem, muito facilmente a Sony também o conseguiria fazer.
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O hardware aguenta, mas a Sony prefere a Cloud! (porque… Dinheiro!)

Não é propriamente uma surpresa para quem percebe da coisa.
A PS5 é alimentada por um processador Zen 2 de 8 núcleos e um GPU RDNA 2 bastante capaz. Já em 2024, testes feitos com a placa AMD BC-250, que usa o mesmo chip da PS5, mostraram que a emulação de jogos PS3 era “canja” para este hardware, permitindo até resoluções superiores às originais.
Mesmo assim, a Sony continua a obrigar os jogadores a usar o Cloud Gaming para matar saudades da terceira geração. É uma solução que, como sabemos, está longe de ser perfeita e depende totalmente da qualidade da ligação à internet.
A conversa de que a emulação nativa era difícil parece cair por terra. Aliás, houve rumores de que a empresa Implicit Conversions estaria a trabalhar num protótipo de emulação nativa para a Sony, mas o silêncio sobre o assunto é ensurdecedor.
Esperança apenas na PlayStation 6?
Com a PlayStation 6 já no horizonte, é pouco provável que a Sony se dê ao trabalho de atualizar a consola atual com esta funcionalidade. A estratégia parece ser clara… Manter o que é antigo preso à subscrição na nuvem e, talvez, vender a retrocompatibilidade total como uma “grande inovação” da próxima geração, que terá poder de sobra para lidar com qualquer catálogo.
A minha visão? Triste e frustrante ver o potencial de uma máquina desperdiçado. Contudo, isto não é uma guerra de agora. A PS3 também corria jogos PS1 e PS2, e de facto, até a PSP correu jogos PS1. Mas… A Sony perdeu o interesse pela brincadeira.
Se um emulador feito pela comunidade consegue meter os jogos a rolar via Linux, a Sony já o poderia ter feito de forma oficial há anos. É o típico soco no estômago do jogador que quer apenas revisitar os seus clássicos sem lag e sem pagar mensalidades extra por um serviço de streaming que nem sempre cumpre o que promete.





