PS5 a caminho dos 100 milhões? Sim, mas ter jogos físicos tornou-se uma peça de museu para 85% dos jogadores! – Caso não saibas, a Sony acaba de revelar os números do último trimestre (terminado a 31 de março de 2026) e a conclusão é clara: a caixa de plástico com um disco lá dentro está a tornar-se uma relíquia do passado.
Ou seja, enquanto a consola se aproxima de uma marca histórica de vendas, o comportamento dos jogadores mudou radicalmente. Mas… Será que o fim do suporte físico é uma evolução natural ou estamos a entregar todo o controlo da nossa biblioteca às gigantes tecnológicas?
85% das vendas são digitais: O “clique” venceu a ida à loja
Portanto, a Sony confirmou que, no início de 2026, uns impressionantes 85% de todos os jogos vendidos para a PS5 foram em formato digital.
Ou seja, apenas 15% dos utilizadores ainda fazem questão de ter o jogo físico na prateleira. Como é óbvio, a introdução da PS5 Digital Edition foi o “cavalo de Troia” perfeito para habituar o mercado a um futuro sem leitores de discos.
Mas, a verdade é só uma. Vai ser cada vez mais raro ires a uma loja para comprares jogos, e isso também vai culminar no desaparecimento desses mesmos jogos.
Além de tudo isto, com este cenário, a PlayStation 6 será, quase de certeza, um sistema focado quase exclusivamente no digital.
93,7 milhões de consolas vendidas, mas o recorde da PS4 ainda está longe?
A PS5 continua a vender a um ritmo sólido, ocupando agora o 8.º lugar no ranking das consolas mais vendidas de sempre, logo atrás da mítica Nintendo Wii e da PlayStation original.
Resultados muito interessantes, porque estamos a falar de uma consola que sempre foi cara, e contra a corrente de anos anteriores, até tem vindo a aumentar de preço.
Bem ou mal, a Sony sabe que a lealdade à marca lhe permite esticar a corda financeira sem perder tração nas vendas.
O fim de uma era para os colecionadores?
Com o digital a dominar 85% do mercado, as lojas de retalho físico estão a transformar-se em armazéns de acessórios e cartões pré-pagos. Para o utilizador comum, a conveniência de comprar e jogar em dois segundos supera o prazer de colecionar. Mas convém não esquecer… No digital, tu não “possuis” o jogo, apenas tens uma licença de utilização que pode, teoricamente, ser revogada.
Ou seja, podes pagar por um jogo, que eventualmente vai desaparecer.
A minha visão? A conveniência é a droga mais viciante do mundo moderno. A PS5 vai chegar aos 100 milhões de unidades muito em breve, mas a verdadeira vitória da Sony não foi o hardware vendido; foi ter convencido 85% de nós a abdicar do disco. E agora?






