Se achavam que a PlayStation 5 Pro era o pico do que a Sony podia fazer com Inteligência Artificial, é melhor prepararem-se. O PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution) foi apenas o início. Ou seja, ao que tudo indica, para a PlayStation 6, a Sony não quer apenas fazer “upscaling” de imagem. Em vez disso quer entrar a pés juntos no mundo do AI Frame Generation.
Pode ser uma jogada para poupar dinheiro no hardware. Eu diria que sim. Especialmente tendo em conta o momento atual do mercado. Afinal de contas, hoje em dia é possível apostar em IA para compensar a falta de performance pura. Ou então, é apenas o desenvolvimento que a Sony tem vindo a fazer a ficar finalmente pronto para impressionar tudo e todos.
Entretanto, a confirmação (quase oficial) veio de onde menos se espera.
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O fim dos 30 FPS “arrastados”?

Portanto, o perfil de LinkedIn de um sénior da Sony Interactive Entertainment mostrou muita coisa. Ou seja, o homem tem estado a liderar a investigação de interpolação de fotogramas para a próxima geração da PlayStation, o que é o coração de qualquer tecnologia de Frame Gen.
Agora, há que ter noção de onde estamos. Ou seja, sempre dizemos que o futuro das consolas não passa apenas por hardware bruto, estamos obviamente a apontar para IA. Ou melhor, para a geração de frames. Tecnologias que já estão no lado do PC há algumas gerações, e que agora querem entrar com muita força no lado das consolas.
Neste caso, a interpolação permite criar fotogramas extra entre os que são realmente renderizados, duplicando assim fluidez. Em teoria, um jogo que correria a 30 FPS, passaria muito facilmente para os 60 FPS.
Mas atenção! Para isto funcionar sem parecer uma “papa” no ecrã e sem atrasos nos comandos (input lag), a consola precisa de uma base sólida.
Assim, a ideia para a PS6 é que a maioria dos jogos corra nativamente a 60 FPS, usando depois o PSSR Frame Generation para atingir níveis de fluidez que hoje só vemos em PCs de topo.
Path Tracing e Streaming de nova geração?
Este “boost” de IA vai ser vital para uma coisa: Path Tracing. Recentemente, vimos a Codemasters mostrar o F1 25 a correr com Path Tracing a 30 FPS na PS5 Pro. Com a ajuda do Frame Gen na PlayStation 6, esse valor pode saltar para os 60 FPS ou mais, tornando o fotorrealismo algo comum e não apenas um “extra” pesado.
Além disso, a Sony não está a dormir no Cloud Gaming. O serviço vai receber um upgrade massivo no hardware, trocando os atuais discos PCIe Gen4 por NVMe Gen 5, o que significa o dobro da performance em termos de velocidade de leitura e escrita.
A minha opinião? A Sony percebeu que a corrida aos Teraflops acabou. Tentar adaptar hardware passou de moda. Está tudo caro e complicado. Agora, parece que a guerra se ganha com algoritmos.
Assim, se a PS6 conseguir entregar a fluidez do Frame Gen sem sacrificar a resposta dos controlos, a concorrência vai ter de dar muito aos sapatos para acompanhar.





