Como estamos fartos de dizer na Leak, a Apple anda a fazer um esforço para entregar produtos focados na qualidade-preço, ao mesmo tempo que não aumenta o preço dos seus produtos mais populares, como é o caso do iPhone.
Ou seja, se há coisa que temos visto nos últimos meses, é a Apple a tentar “aguentar o barco” nos preços, enquanto a concorrência parece ter perdido a cabeça. Mas não há milagres nem almoços grátis, e a corda pode estar prestes a rebentar.
Pessoalmente, não acredito que a Apple vá aumentar os preços já no iPhone 18, porque não vai mudar grande coisa entre gerações e, de facto, seria uma jogada que iria, com toda a certeza, meter medo no coração de todas as rivais Android.
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Mas tudo vai depender dos contratos da Apple, especialmente no lado da memória. O mercado está um autêntico caos. Entretanto, a Morgan Stanley já veio avisar que a estratégia de congelamento de preços da Apple, que funcionou tão bem nos computadores, tem os dias contados quando o tema é o próximo smartphone da maçã.
O contraste da Apple face às outras gigantes é muito curioso

A Apple tem jogado na antecipação, açambarcando stocks de memória para evitar subidas de preço imediatas. Vejam o exemplo dos portáteis. A Microsoft entrou numa espiral inflacionária agressiva com os novos Surface, enquanto a Apple manteve a linha. Aliás, a Microsoft não está sozinha. Todas as fabricantes de portáteis andam a aumentar preços e, de facto, só não aumentaram mais porque a Apple não deixa.
Recentemente, a Apple até preferiu descontinuar o Mac mini de 256GB em vez de lhe subir o preço, provando que prefere reduzir a gama do que assustar os clientes.
iPhone 18: O último “boss” da inflação das memórias?

O problema é que este “balão de oxigénio” está a acabar. A Apple já admitiu que espera um aumento “substancial” nos custos de memória para o próximo trimestre. Por isso, com a produção em massa do iPhone 18 prevista para julho, a realidade económica bateu à porta.
Assim, se a Apple não quiser cortar nas margens, a previsão de especialistas é de que o iPhone 18 venha a custar, em média, mais 100 euros que o seu antecessor. Pode parecer muito, mas no mercado atual, a Apple ainda consegue manter uma vantagem competitiva estranha. As fabricantes chinesas estão a ver os seus custos de produção (BOM) disparar para quase mil dólares nos modelos “Ultra”, e a Samsung tem subido os preços da gama S há anos sem oferecer grandes novidades em troca.
A Apple tem de decidir o que quer fazer. Se quiser aguentar os preços do ano passado, vai meter uma pressão enorme em todas as rivais. Mas vai também perder um pouco da sua margem em cada unidade vendida. Em suma, a decisão vai ser muitíssimo interessante e vai também ter um impacto enorme na nossa vida. É que, hoje em dia, estamos a viver num mundo em que a Apple decide o preço.





