Unhas compridas e ecrãs touch? Agora há um verniz científico que quer resolver o problema. Ou seja, se porventura és como eu, e ficas chocado com o tamanho das unhas de algumas pessoas, eis que não estás sozinho. Aliás, uma equipa de cientistas achou que não podia ser normal, ou sequer fácil manusear um smartphone com unhas enormes, e como tal, meteu-se a inventar uma novidade. (Que pode ser bem lucrativa)
Ou seja, quem usa unhas postiças ou deixa as unhas crescer sabe bem o “filme” que é tentar escrever uma mensagem ou navegar num smartphone.
Os ecrãs touch simplesmente ignoram a unha, obrigando a ginásticas com as pontas dos dedos que nem sempre correm bem. Mas… e se a própria unha pudesse funcionar como uma “stylus” improvisada? Pode parecer ficção científica, mas há de facto investigadores a criar um verniz condutor para resolver precisamente isto.
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Aliás, a ideia foi apresentada recentemente numa reunião da American Chemical Society e, honestamente, é daquelas soluções tão simples que até estranhamos como ninguém se lembrou disto antes.
Como é que isto funciona?

Para quem não sabe, os nossos ecrãs funcionam através de um campo elétrico. Assim, quando tocamos com o dedo (que é condutor), perturbamos esse campo e o telemóvel percebe o comando. O problema é que as unhas convencionais não são condutoras, por isso o ecrã nem quer saber delas.
Desta forma, os Cientistas do Centenary College of Louisiana decidiram então adicionar substâncias como a taurina a vernizes transparentes comuns. O objetivo é manter o verniz invisível, para que possa ser usado por cima de qualquer manicure, mas com a capacidade de “enganar” o campo elétrico do ecrã.
Ainda não é desta que vais pintar as unhas para teclar? Parece que não.
Apesar de a ideia ser gira, a verdade é que este verniz ainda está longe de chegar às prateleiras. Nos testes atuais, os investigadores ainda não conseguiram uma concentração de aditivos suficiente para que uma simples camada no dedo funcione. Para o ecrã reagir, tiveram de usar “pastas” do material com pinças.
Além disso, há questões de toxicidade com alguns componentes e a durabilidade do verniz na unha ainda é muito curta. No entanto, com a Apple finalmente a planear meter touchscreens nos MacBooks e com painéis táteis em todo o lado, desde o frigorífico ao interruptor da luz, encontrar novas formas de interagir com as máquinas nunca foi tão relevante.
Resta saber se, no futuro, vamos ver as grandes marcas de cosméticos a vender vernizes “tech-ready” ou se isto vai ser apenas mais uma curiosidade de laboratório que nunca chega a ver a luz do dia.





