Se estavas à espera de uma revolução visual nos novos smartphones da Google, é melhor tirares o cavalinho da chuva. As mais recentes fugas de informação sobre o Pixel 11 sugerem que 2026 será um ano de continuidade no design, com apenas alguns ajustes subtis no hardware.
Mas, em 2026, o que realmente importa é o que está lá dentro, e aí as novidades são agridoces.
Claro que não há milagres: a Google está a focar-se em resolver problemas antigos. Mas, depois de problemas gráficos na gama Pixel 10, parece que o Pixel 11 vai continuar a ser um aparelho estranho neste campo.
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Câmaras: O grande salto que todos pediam
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A Google sabe que a fotografia é o seu “pote de ouro” e, no Pixel 11, vai carregar no hardware. Tem de ser, os smartphones Chineses continuam a apostar neste campo, e como tal, é preciso fazer mais e melhor.
Por isso, os modelos Pixel 11 Pro e Pro XL devem receber atualizações significativas nos sensores das câmaras grande angular e teleobjetiva.
Entretanto, o Pixel 11 standard e o dobrável Pixel 11 Pro Fold não foram esquecidos e devem finalmente dar o salto para novos sensores principais de 50MP. Para quem vive de capturar momentos com o smartphone, esta é uma atualização muito bem-vinda e que pode colocar a Google novamente isolada no topo da fotografia móvel.
Tensor G6: O novo modem é uma vitória, mas e o GPU?
O coração dos novos Pixel será o chip Tensor G6, e as notícias são mistas. A boa notícia? Temos um CPU mais robusto, um novo ISP (processador de imagem) e um TPU renovado para todas as tarefas de inteligência artificial.
Mas a vitória mais celebrada será, sem dúvida, o novo modem. Finalmente, a Google parece querer resolver os problemas de conectividade que assombraram gerações anteriores.
Contudo, há um pormenor que nos deixa de pé atrás: os rumores indicam que o GPU será um “downgrade” em relação ao modelo anterior.
Ainda não se percebe bem a estratégia da Google aqui, se é para poupar bateria ou custos, mas para quem gosta de jogar no telemóvel, isto pode ser um problema sério.
A desilusão do Face Unlock por infravermelhos? Sim. Mas vamos ter luzinhas!
Havia muita esperança de que o Pixel 11 trouxesse um sistema de desbloqueio facial baseado em infravermelhos, ao estilo do Face ID da Apple, mas sem o recorte exagerado no ecrã. Infelizmente, parece que a tecnologia não está pronta e foi adiada.
Mas, o sistema de iluminação para notificações e chamadas parece estar quase certo, o que é uma boa notícia. Resta saber como vai ser a sua implementação.
A minha visão? A Google está a jogar pelo seguro no design para tentar finalmente acertar no hardware interno. O foco nas câmaras e no modem mostra que estão a ouvir os utilizadores, mas a possível descida de performance no GPU é difícil de engolir num topo de gama em 2026. Resta-nos esperar para ver se a otimização do software consegue compensar esta escolha estranha no hardware.



