Tensor G6: O Pixel 11 vai ser um “foguete” na produtividade, mas continua a pedir mais em outros campos – Os últimos leaks sobre o chip que vai alimentar a série Pixel 11 trazem boas e más notícias.
Ou seja, por um lado, a Google está finalmente a dar um salto gigante na potência do processador, por outro, parece que os gamers vão continuar a olhar para a concorrência com inveja. Na realidade, o Tensor G6 é a prova de que a Google quer um smartphone inteligente e eficiente, mas com calma.
CPU de última geração: Um salto de 40% que se vai notar!
Portanto, o Tensor G6 promete ser uma pequena besta no que toca a tarefas diárias e multitarefa.
Ou seja, a Google decidiu saltar gerações e usar os novos núcleos “Arm C1-Ultra” (a 4.11GHz), os mesmos que equipam os chips de topo da MediaTek deste ano. Isto traduz-se num ganho potencial de 40% em performance face ao Tensor G5.
Assim, se o Pixel 10 já era fluido, o Pixel 11 promete ser instantâneo em tudo o que envolva processamento de apps e IA local. Finalmente, o Tensor deixa de ser o “primo lento” da Qualcomm.
O calcanhar de Aquiles: Um GPU de 2021 em pleno 2026?
É aqui que a festa acaba para os entusiastas.
Os rumores indicam que a Google vai usar um GPU PowerVR CXTP, uma arquitetura que, embora refinada, tem raízes no distante ano de 2021. Enquanto a Apple, a Qualcomm e a Samsung (com a ajuda da AMD) estão a lutar pelo trono do Ray Tracing e da performance gráfica extrema, a Google parece ter optado por poupar espaço no chip.
Como sempre, nada é por acaso e a Google prefere gastar o seu orçamento de silício em IA do que em frames por segundo. No papel, o Pixel 11 será mais eficiente a jogar, mas não necessariamente mais poderoso que o seu antecessor.
A grande vitória: Adeus, modems da Samsung!
Talvez a melhor notícia para os fãs da marca não seja o processador, mas sim o modem. O Tensor G6 deve abandonar definitivamente os modems da Samsung (famosos pelos problemas de rede e aquecimento) para adotar o MediaTek M90. Isto pode significar que, em 2026, teremos finalmente um Pixel que não aquece do nada e que mantém a ligação 5G estável mesmo em zonas difíceis. É uma boa notícia.
A minha visão? A Google continua fiel à sua filosofia! Que claro está, passa pela eficiência e aposta extrema na IA, e claro, num Android mais limpo face às restantes parceiras.
Como sempre, o Pixel não é para quem quer bater recordes no AnTuTu, mas sim para quem quer a melhor câmara e a melhor IA. Agora resta esperar pelos resultados no mundo real, porque há muito que os testes benchmarks valem… Pouquinho.



