Caso não tenhas estado atento ao mercado ao longo dos últimos dois anos, as marcas chinesas estão a apostar todas as fichas no hardware das câmaras, especialmente nos modelos Ultra, e isso está a começar a notar-se de uma forma exagerada. Basicamente, os topos de gama estão a transformar-se em autênticos mamarrachos.

As marcas chinesas estão a levar as especificações ao limite, o que resulta em módulos de câmara gigantescos. De facto, cada novo lançamento parece ser maior do que o anterior e, honestamente, a coisa está a ficar fora de controlo. Algo absolutamente normal, porque não há milagre… Para meter sensores maiores, o espaço tem de vir de algum lado.
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O exemplo ridículo do Vivo X300 Ultra
Se por acaso achavas que o módulo do OPPO Find X9 Ultra já era um exagero, bem… O Vivo X300 Ultra vai ainda mais além. O “calombo” da câmara é tão grande que quase consegues levantar o telemóvel segurando apenas no módulo da câmara. Chegados a este ponto, já não estamos a falar de um simples ressalto. É um design tipo gangorra onde o peso está totalmente inclinado para um dos lados.
É verdade que a performance das câmaras está a melhorar a olhos vistos, sendo hoje em dia uma perfeita idiotice comprar uma máquina dedicada, quando se pode meter as mãos num aparelho destes. (Isto é especialmente verdade se és um nabo a tirar fotos).
Mas… temos de perguntar onde é que isto vai parar.
Usabilidade e conforto no lixo?
Será que as marcas estão a sacrificar o equilíbrio e a usabilidade do aparelho só para ganhar a corrida das câmaras? Algo que é hoje em dia uma das únicas formas de diferenciar um smartphone de outro.
Sim, ter a melhor fotografia do mercado é excelente, mas se o telemóvel for desconfortável de usar no dia a dia ou se não parar quieto em cima de uma mesa, de que é que isso serve?
A minha visão: Estamos a chegar a um ponto de saturação. Queremos boas fotos, claro, mas não queremos um tijolo desequilibrado no bolso. É preciso haver bom senso no design, caso contrário, daqui a pouco andamos com uma objetiva que faz chamadas e não com um smartphone prático.
No final do dia, o utilizador quer tecnologia que lhe facilite a vida, não um aparelho que parece uma peça de engenharia mal calculada.




