De revolução do futuro a “apanhadores de pó” no armário! – Há alguns dias atrás estava a falar com um amigo no ginásio sobre o PSVR 2. Ele tinha comprado uma unidade com um bom desconto em cima, e estava de facto feliz com a “coisa”.
Mas, vamos ser muito honestos. É daquelas coisas que vai durar uns dias ou umas semanas, para depois cair no esquecimento. A Realidade Virtual tem um potencial tremendo, mas há uma razão para a Sony ter desistido do projeto PSVR 2 em pouco mais de 1 ano.
Os consumidores gostam, mas não têm tempo ou paciência.
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Óculos de Realidade Virtual? Giros! Mas ficam sempre a apanhar pó

Durante algum tempo, parecia que todos íamos viver dentro de um simulador, mas em 2026 a realidade (a verdadeira) bateu à porta. Enquanto os óculos inteligentes e leves começam a ganhar terreno, as vendas dos pesados headsets de VR caíram quase 43%.
Mas… O problema não é a tecnologia em si, que até deu um belo salto ao longo dos últimos anos. É o facto de a maioria destes aparelhos ser um autêntico frete para se utilizar no dia-a-dia.
Ergonomia de um tijolo: Usar VR não é propriamente conveniente!
Por muito imersivos que sejam os mundos virtuais, a verdade é que ter um dispositivo pesado e apertado contra a cara não é a definição de conforto. Para garantir que a experiência não falha, tens de apertar as fitas ao ponto de quase ficares com uma marca na testa, o que resulta em dores de cabeça após 20 minutos de uso.
Além disso, tens de arranjar espaço, o que quase sempre significa teres de limpar o quarto para não ires contra nada. Ou seja, dá trabalho.
A fadiga sensorial e o problema dos “30 minutos”
A ciência diz-nos que passar mais de meia hora num ambiente virtual é pedir por cansaço visual.
O nosso cérebro percebe que algo não bate certo. Além disso, entre ligar o aparelho, atualizar o software e configurar o perímetro de segurança, já perdeste 10 minutos. Para uma experiência que só vais aguentar outros 20, o esforço simplesmente não compensa. Nada é por acaso e a falta de praticidade é o maior inimigo desta indústria. Sendo exatamente por isso que anda a cair no esquecimento.
Experiências descartáveis: O fator “uau” que morre depressa?
Muitos jogos de VR são como as demonstrações técnicas de antigamente. Ou seja, impressionam nos primeiros cinco minutos, mas não têm “pernas” para nos manter agarrados.
Caminhar numa prancha num arranha-céus ou ver a casa de Anne Frank é emocionante e pode até levar-nos às lágrimas, mas uma vez feito, acabou. A jogabilidade é muitas vezes limitada e o valor de repetição é nulo. Isto acaba por não ser problema do produto em si, mas da falta de software capaz de acompanhar o hardware.
Porém, isto também acontece porque os capacetes de VR continuam caros e por isso raros. A motivação para criar jogos, ou experiências, acaba por não existir. São projetos que não vão ter rentabilidade alguma.
A minha visão? O VR como o conhecemos hoje é um nicho que tentaram forçar como mercado de massas. A tecnologia é incrível, mas enquanto tivermos de enfiar a cabeça num caixote de plástico desconfortável, o destino de 90% destes aparelhos será o fundo de uma gaveta ou a prateleira mais alta do armário.
O futuro está nos óculos de Realidade Aumentada (AR), leves e discretos, que se integram no nosso dia a dia em vez de nos isolarem dele. O headset de VR foi um passo necessário, mas em 2026 é apenas um gadget caro que nos lembra que a realidade física, com todas as suas falhas, ainda é muito mais confortável.





