Baterias em 2026: 4 mitos que tens de parar de acreditar para não dares cabo do teu smartphone (ou qualquer outro produto com bateria) – Toda a gente tem um palpite sobre como carregar o telemóvel. “Não deixes chegar aos 100%”, “deixa descarregar todo”, “usa só o carregador da marca”. É uma confusão de regras que, na maioria das vezes, já não se aplicam à tecnologia que temos no bolso ao dia de hoje.
Mas… Embora algumas destas ideias tenham tido lógica no tempo dos telemóveis de “tijolo”, em 2026, seguir estes conselhos antigos pode estar a ser pior do que não fazer nada.
O mito da primeira carga: Não precisas de esperar pelas 8 horas!

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Este é o clássico dos clássicos. Antigamente, com as baterias de níquel-cádmio (Ni-Cd), existia o chamado “efeito de memória”.
Ou seja, se não carregasses o telemóvel até ao topo na primeira vez, a bateria “esquecia-se” da sua capacidade total. Pois bem, as baterias de iões de lítio que usamos hoje não têm memória. Podes tirar o telemóvel da caixa e começar a usá-lo com 40% de carga sem qualquer problema.
Carregar até aos 100% na primeira vez só serve para não teres de procurar o carregador daqui a duas horas.
Carregar até aos 100% estraga a bateria? Sim e não.
Muitos utilizadores vivem obcecados em não deixar o telemóvel chegar aos 100%, limitando a carga aos 80%. Algo que até faz algum sentido a longo-prazo. Mas, os 100% estão lá para serem utilizados.
Sim, é verdade que o calor e a tensão alta no final do ciclo de carga desgastam a bateria, mas os smartphones modernos já são inteligentes. O verdadeiro perigo não é chegar aos 100%, mas sim deixar o telemóvel ligado à ficha durante horas depois de estar carregado, o que causa o “trickle charge” (pequenas descargas e recargas que geram calor). Nada é por acaso e marcas como a Apple e a Samsung já usam software para garantir que os últimos 20% só entram pouco antes de acordares.
Além disso, manter o smartphone acima dos 80% ou abaixo dos 20% pode ser um erro. Mas, só se o fizeres muitas vezes, e deixares isso acontecer durante muito tempo. Carregar aos 100% porque vais ter um dia complicado não te vai dar cabo do telemóvel.
Deixar o telemóvel ir aos 0%: O erro que “mata” os ciclos de vida?
Este é, talvez, o mito mais perigoso. Muita gente ainda acha que deve deixar o telemóvel desligar-se antes de o carregar. Isto é o pior que podes fazer. As baterias de iões de lítio medem a sua vida por “ciclos de carga” (de 0 a 100%).
No entanto, um ciclo completo de 0 a 100 causa muito mais stress químico do que dois carregamentos de 20 a 70%. Por exemplo, o Galaxy S26 Ultra está classificado para cerca de 2.000 ciclos antes de a capacidade cair para os 80%. Se fores carregando aos poucos, vais fazer com que esses ciclos durem muito mais tempo.
O mito do carregador original: Podes (e deves) usar alternativas de qualidade!

Isto hoje em dia nem faz grande sentido, visto que as fabricantes já não oferecem o carregador dentro da caixa. Isto é tudo treta, desde que uses marcas certificadas.
Carregadores de marcas como a Anker ou a Ugreen são muitas vezes melhores do que os originais. O segredo está em respeitar a voltagem e os protocolos de carregamento. O smartphone e o carregador “conversam” entre si para decidir quanta energia passa. O único risco real é comprares carregadores de 2 euros em lojas de conveniência sem qualquer certificação de segurança.
A minha visão? Vivemos rodeados de dispositivos com bateria, mas continuamos a tratá-los como se estivéssemos em 1998. O hardware evoluiu, o software de gestão de energia é brilhante e o utilizador continua preocupado com coisas que o telemóvel resolve sozinho. Aproveita o teu aparelho e sê feliz sem estas preocupações.





