Uma das dez aplicações de mensagens mais populares do mundo é o Telegram, disponível para iOS e Android. É verdade que não é uma aplicação tão utilizada em Portugal ou noutras partes do mundo, como nos Estados Unidos. No entanto é muito seguro. Oferece, como o WhatsApp, encriptação ponta a ponta e conversas em grupo para até 200.000 pessoas. Entretanto, a aplicação também permite partilhar vídeos e documentos, mesmo que tenham uma grande dimensão. Ou seja, é sem dúvida uma app segura e que vale a pena experimentarem. No entanto, recentemente, esteve em baixo. No seguimento disto, um tweet do CEO da Telegram, Pavel Durov (via Reuters), culpa a China por um ataque informático que atingiu o Telegram e afetou os utilizadores no início desta semana.

Telegram caiu e aponta o dedo à China! Será verdade?

Durov refere que um grande ataque de negação de serviço (DDoS) teve origem na China. De facto, a grande maioria dos endereços IP eram originários deste país. Estes ataques DDoS enviaram enormes quantidades de pedidos de uma só vez para o Telegram, entupindo a aplicação e tornando-a inutilizável para muitos assinantes.

O responsável desta empresa chamou a isto um ataque “poderoso”. Para além disso relacionou-o com os protestos em Hong Kong. Lembramos que uma enorme multidão de manifestantes está a contestar uma nova lei que permite que as pessoas na cidade de Hong Kong sejam extraditadas para a China Continental. Era a mesma coisa que alguém obrigasse as pessoas que estão na Madeira ou nos Açores a virem para o Continente. Durov afirmou que no passado, ataques DDoS de dimensão semelhante coincidiram com protestos em Hong Kong

Devido à encriptação utilizada para ocultar o conteúdo das mensagens, o Telegram é popular entre os manifestantes em qualquer país. Permite coordenar planos com até 200.000 pessoas fora do alcance das autoridades. Um ataque DDoS contra o Telegram impediria que os manifestantes em Hong Kong tomassem providências para se reunir em um determinado local e horário.

O governo chinês negou que fosse responsável pelo ataque. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, disse num comunicado que não estava ciente do incidente.