Maze Death Rally-X: Um clássico do Spectrum e das arcadas

Não costumamos fazer a análise de jogos que não estejam numa versão final. No entanto, vamos aqui uma excepção, uma vez que o seu autor é o próprio a referir que esta versão já está a 99,9%. E depois porque estamos aqui perante um grandiosos jogo. Com tamanha simplicidade e jogabilidade, nos tempos mais recentes apenas nos lembramos de Terrapins, jogo com o qual até tem algumas semelhanças.

Maze Death Rally-X: um remake de um dos mais carismáticos jogos dos primeiros tempos do Spectrum

Maze Death Rally-X entra na competição ZX-DEV-MIA-Remakes, uma vez que estamos perante um remake de Maze Death Race, um dos mais carismáticos jogos dos primeiros tempos do Spectrum (e também das máquinas de arcada), lançado em 1983 pela PSS. Quem passou por aquele período certamente se lembra da tensão que sofríamos ao andar a fugir aos inimigos, à cata das bandeirinha, sempre à espera de ir contra um qualquer obstáculo. E não só este remake recria na perfeição o ambiente do jogo original, como consegue superá-lo.

Maze Death

16 níveis diferentes em que o que importa é apanhar bandeiras

São 16, os diferentes níveis incluídos neste jogo. Em cada um deles temos que apanhar as dez bandeiras que são distribuídas pelo cenário. No mapa do lado direito conseguimos ver a disposição das mesmas, e é fundamental para se conseguir traçar o caminho a fazer. Mas a acção é frenética e, ou estamos com atenção ao mapa, que também mostra a disposição dos carros perseguidores, ou à estrada. O problema é que não temos só que nos preocuparmos com os outros carros, a obstruir o caminho encontram-se também rochas, e se vamos contra elas, perde-se uma vida. É caso para dizer, temos que estar com um olho no burro e outro no cigano…

A Inteligência Artificial dos veículos é muito razoável

A IA dos carros perseguidores é bastante razoável (melhor que a do jogo de arcada que deu origem ao original no Spectrum)!

Contribuindo para aumentar a dificuldade do jogo. Não obstante, é fundamental conseguirmos fazer com que esses fiquem bloqueados em alguns pontos deste labirinto. Ganhando-se assim espaço suficiente para se conseguir procurar as bandeiras com um mínimo de sossego. Quando os perseguidores começam a estar demasiado perto do nosso carro, só temos uma coisa a fazer, mandar-lhes com uma nuvem de óleo para cima, fazendo-lhe desacelerar a marcha. Mas atenção que apenas podemos fazer isso um número limitado de vezes.

Um desafio por vezes diferente

A cada três níveis temos um desafio um pouco diferente (mudando-se depois o cenário). Assim, temos à mesma que apanhar as bandeiras, mas os carros perseguidores estão parados até que nos falte o combustível. É bom para fazer pontos, até porque estes concedem vidas extra, fundamentais para se poder avançar para os níveis superiores.

Quando completarmos o décimo sexto nível, as dificuldades aumentam substancialmente. Até ai, apenas o número de carros perseguidores e rochas vão aumentando à medida que vamos passando os níveis. No décimo sétimo, os carros perseguidores já não se deslocam à nossa velocidade, mas a vez e meia. E se conseguirmos completar mais uma série de dezasseis níveis, ai a dificuldade é máxima, sempre com o número de carros perseguidores, velocidade e rochas no limite. Verdadeiramente alucinante, não é?

Maze Death

Apesar de ter um conceito muito simples, gráficos pouco mais que básicos… Este é dos melhores jogos de arcada que tivemos o privilégio de experimentar nos últimos tempos.

Tremendamente viciante, capaz de nos levar à loucura, mas que tem aquele toque mágico dos primeiros jogos que apareceram para o Spectrum. E que grande dose de nostalgia, que Maze Death Rally-X nos traz…

Totalmente grátis

É gratuito e é um jogão. É ir aqui descarregar à página da competição ZX-Dev antes que fuja. Fiquem também com atenção ao fórum. Pois é provável que o jogo possa ainda ter alguns melhoramentos, com base no feedback dado pelos utilizadores.

André Leãohttp://planetasinclair.blogspot.pt/
Tive o meu primeiro computador em 1985, um TC 2048, que me iniciou na informática. Apesar de no final dos anos 80 ter definitivamente passado para os 16 bits, o bichinho do Spectrum e clones sempre ficou, até aos dias de hoje. Atualmente coleciono tudo o que tenha a ver com o Spectrum e vou estando a par das novidades deste mercado, sendo fundador do blogue Planeta Sinclair.

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