Huawei P50 e Mate 50 salvos por chipsets Snapdragon!

Com a perseguição do Departamento de Comércio dos EUA à Huawei, cabe agora ao governo americano decidir se a Huawei pode ou não ter direito aos chipsets da TSMC. A nova alteração nas regras de exportação exige que todos os chips fabricados com a tecnologia dos EUA obtenham uma licença antes de poderem aterrar nos equipamentos da Huawei. Para já, continua a ser possível ter-se acesso aos chips que já estão em produção, pelo menos, até 14 de Setembro. Dito de outra forma, o Mate 40 deve estar garantido, juntamente com o chipset Kirin 1020 de 5nm. Mas depois tudo vai mudar e é aqui que os Snapdragon entram na vida da Huawei.

Huawei P50 e Mate 50 salvos por chipsets Snapdragon!

Mas o que acontece em 2021 quando a Huawei precisar de chips de 5nm para a gama P50? Alguns negócios já foram transmitidos para a SMIC, uma das maiores fábricas chinesas. No entanto, o chip mais avançado que conseguem produzir utiliza a tecnologia de 14nm. Diz-se que a SMIC está a trabalhar nos modos de fabrico de 7nm e 8nm, mas isto não está fácil pela falta de equipamento litográfico avançado. (A maioria vem dos Estados Unidos, ou utiliza tecnologia deste país). Para a SMIC descer para 5 nm vai necessitar de duas coisas: tempo e equipamento de ponta.

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Dito de outro modo, a SMIC está fora do baralho até 2021. No entanto, a Huawei tem outras opções. De acordo com um analista da KeyBanc Capital Markets, a Qualcomm vai fornecer chipsets Snapdragon à Huawei para o P50 e o Mate 50 do próximo ano. Claro que seria necessária uma licença do Departamento de Comércio americano. No entanto, ele acredita que esse pedido será concedido e que a Qualcomm vai chegar a acordo com a Huawei.

A grande questão é: qual o motivo para os Estados Unidos aceitarem este negócio?

Segundo o analista que abordou esta novidade, “muitas das restrições impostas à Huawei estão relacionadas com questões de segurança nacional”. Mais especificamente tudo o que envolve o 5G. Ora se estes equipamentos usassem as tecnologias de conetividade da Qualcomm, tecnicamente não haveria qualquer perigo. Para além disso uma empresa americana teria muito a ganhar com a venda de chipsets à Huawei.

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