Google melhora tradução instantânea com câmara graças à IA

Google Translate

A Google acabou de disponibilizar uma importante atualização para as funcionalidades da câmara na sua App de tradução. Com efeito, a nova versão desta aplicação adiciona 60 novos idiomas e torna o texto traduzido mais estável no ecrã. Mas a principal alteração surge nos modelos de tradução incluídos, que chegam a reduzir os erros nas traduções em 85%.

Esta é no fundo, uma excelente notícia para quem usa e abusa do recurso da câmara no Google Tradutor!

Por exemplo, para os turistas, que usam este recurso para fazer traduções em tempo real de ementas, sinalética ou folhetos. A própria Google tem apostado no setor do turismo como uma das áreas com maior utilização deste recurso. Mas, até há pouco tempo, esse mesmo recurso era prejudicado por traduções de baixa qualidade, interface instável e poucos idiomas. A nova atualização, no entanto, promete uma mudança drástica no resultado das traduções e na solução destes problemas.

Google Translate

A chave está na integração de Inteligência Artificial nos modelos de tradução do Google, ou seja, no sistema Neural Machine Translation. Estes modelos já existiam no Google Lens e Translate para a Web, mas chegam agora à tradução instantânea com câmara. A Inteligência Artificial, de resto, é cada vez mais uma poderosa ferramenta nos sistemas de tradução.

Em termos práticos, esta funcionalidade suporta agora 88 idiomas. As novidades desta atualização incluem idiomas como o africaner, árabe, bengali, estónio, grego, hindi, igbo, javanês, curdo, latim, letão, malaio, mongol, nepalês, pashto, persa, samoano, sesotho, esloveno, suaíli, tailandês, vietnamita, galês, xhosa, ioruba e zulu.

A versão atualizada da aplicação detetará também automaticamente o idioma que o utilizador estiver a visualizar. Algo muito útil em regiões onde se falam vários idiomas, por exemplo.

A Google refere que esta atualização estará disponível agora para 1% dos utilizadores e chegará a todos “nas próximas semanas”.

Via

Pedro Freire
Aos 12 anos já devorava a versão portuguesa da Popular Mechanics e, a partir daí, os gadgets e a tecnologia passaram a fazer parte da sua vida. Foi fundador de vários projetos jornalísticos e continua a aliar o trabalho em comunicação com essa mesma tecnologia. Ah, e ainda sente saudades das noitadas a jogar Videopac!