Samsung Galaxy S27: Ecrãs “low-cost” para poupar nas contas? – Se achavas que a subida de preços na gama Galaxy S26 era o fim da linha, prepara-te para o que aí vem. A Samsung está a olhar para o futuro Galaxy S27 com a calculadora na mão e o resultado não é nada bonito para o utilizador.
Ou seja, para manter as margens de lucro no meio de uma crise de memórias que não dá tréguas, a gigante coreana está prestes a fazer o impensável: colocar ecrãs de qualidade duvidosa no seu próximo topo de gama.
Mas, aqui temos de usar a cabeça para pensar. É que a Samsung produz ecrãs, memória RAM e armazenamento. Onde é que está a poupança aqui afinal?
Define a Leak como fonte favorita na Pesquisa Google e recebe mais notícias nossas.
BOE no Galaxy S27: A lotaria dos ecrãs está de volta!

Ao que tudo indica, a Samsung quer ir buscar alguns paíneis à mais barata BOE, uma fabricante Chinesa que tem andado a crescer dentro do mundo mobile, e que até já foi capaz de fornecer ecrãs para os iPhones mais baratos. (Mas entretanto já foi cortada!)
O plano? Usar painéis da chinesa BOE no modelo base do Galaxy S27. Na realidade, isto é um balde de água fria para o consumidor, porque a BOE tem um historial de falhas de qualidade e de produção que até a Apple evita usar como fornecedor principal. Comprar um topo de gama e não saber se o ecrã é de primeira linha ou um “plano B” chinês é um insulto a quem paga o preço de um flagship.
O mais irónico nisto tudo é que a Samsung tem a sua própria divisão de ecrãs (a melhor do mundo, diga-se), mas como esta não faz descontos à “casa mãe”, o departamento de smartphones prefere ir às compras à China para salvar uns trocos. Algo que também acontece no lado dos chips de memória. No final do dia, nada é por acaso e a Samsung prefere arriscar a tua experiência visual do que baixar as suas margens de lucro.
A crise das memórias e o efeito dominó no hardware?
O culpado deste desespero é a crise do DRAM e do armazenamento, que está a fazer disparar os custos de produção. Como o hardware interno está mais caro, a Samsung tem de cortar noutro lado para não lançar o S27 a preços de ficção científica. Já vimos isto acontecer recentemente no Galaxy A57, que usa ecrãs da TCL, mas no segmento médio é um “mal menor”. Num flagship que se quer premium, é uma admissão de derrota.
O problema é que os consumidores nem vão notar e vão continuar a comprar. No fim do dia, a culpa é nossa.
Esperemos que os testes de qualidade sejam rigorosos, mas a história diz-nos que quando se corta no custo, quem paga a fatura é o brilho, a fidelidade de cor e a durabilidade do painel.




