Samsung em 2026: Tudo pelo luxo ou pelo preço? – Pois bem, a Samsung parece ter chegado a uma conclusão óbvia no segundo trimestre de 2026: o consumidor ou quer o melhor que o dinheiro pode comprar, ou quer o mais barato que funcione bem. Nem que seja obrigado a escolher um destes lados.
Ou seja, a estratégia de produção da gigante sul-coreana está a sofrer um desvio, injetando mais unidades no topo e na base da pirâmide, enquanto a gama média começa a perder fôlego. Mas… Será que o fim do “meio-termo” é uma escolha da Samsung ou uma imposição de um mercado cada vez mais polarizado?
O S26 Ultra é o “ganha-pão”: 70% das vendas vêm do topo!

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Os números não mentem. Cerca de dois meses após o lançamento, a procura pela série Galaxy S26 continua sólida, mas com um vencedor claro: o modelo Ultra.
Ou seja, de acordo com os últimos relatórios, a Samsung aumentou a produção de maio para o S26 Ultra (chegando aos 1,3 milhões de unidades) e para o S26 standard. Curiosamente, o S26 Plus continua a ser o “patinho feio”, com as previsões de produção a caírem. Na realidade, o Ultra representa agora 70% das vendas da linha S, provando que quem gasta muito, prefere gastar tudo no melhor modelo. O que é completamente natural. Está tudo caro, e se tens de pagar… Paga pelo melhor.
- Nota: Porém, no lado Apple as coisas não são bem iguais. Visto que o modelo que mais vende é o iPhone 17 “base”.
Entretanto, para a Samsung, esta é a jogada perfeita para proteger as margens de lucro. Vender um único Galaxy S26 Ultra gera o mesmo lucro que vender três ou quatro dispositivos de gama média. Ou seja, Samsung está a focar-se onde o dinheiro realmente flui.
Gama A: O sucesso do baratinho A17 contra a queda do A57?
Se no topo a festa é do Ultra, a base da pirâmide o rei é o Galaxy A17.
A produção para maio subiu para os 5 milhões de unidades, consolidando este modelo como um dos smartphones mais vendidos do mundo em 2026. Em sentido contrário, os modelos de gama média “premium”, como o Galaxy A57 e o A37, viram os seus planos de produção cortados. O público parece estar a ignorar o equilíbrio destes modelos, preferindo saltar diretamente para a série S ou poupar ao máximo na série A mais básica.
Em suma, a Samsung está a adaptar-se a um mundo onde a classe média dos smartphones está a desaparecer. Ou tens um objeto de desejo e status (o Ultra), ou tens uma ferramenta utilitária e barata (o A17). O Galaxy A57, que durante anos foi o “best-seller” da marca, está a ficar espremido entre estas duas realidades.
É o novo mundo dos smartphones. Ou tudo… Ou nada!



