Se há coisa que detesto com todas as minhas forças, é a forma como a EMEL atua em Lisboa. Desde os tempos de faculdade, que era pagar ou pagar. Por muito barato ou caro que fosse. Não havia um meio termo.
Sim, eu entendo que é preciso haver lugares pagos para controlar a circulação de automóveis nas grandes cidades. Mas o domínio que a EMEL tem, e expansão que tem feito… é qualquer coisa de absurdo. Especialmente porque por vezes temos de pagar uma pequena fortuna, e se alguma coisa acontecer ao teu carro… Bem… Azar!
Pois bem, a EMEL acha que anda a perder dinheiro com o crescimento da popularidade dos carros elétricos. Por isso, uma das grandes vantagens de ter um carro elétrico parece ter os dias contados.
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EMEL quer mais dinheiro. Elétricos de borla? Não pode ser!

Antes de mais nada, é preciso ter em conta as vantagens que os carros elétricos ainda têm em Portugal.
Estamos a falar de poupanças fiscais (isenção de ISV e IUC), redução nos custos de combustível e manutenção, incentivos governamentais na compra, benefícios municipais (estacionamento gratuito/descontos), e menor impacto ambiental. Entretanto, as empresas também beneficiam de isenção de tributação autónoma e IVA dedutível, tornando-os uma opção mais económica a longo prazo.
Noutros tempos, também foi possível ter acesso a carregamentos gratuítos em postos públicos, mas isso já deixou de ser uma coisa em Portugal há vários anos.
Ainda assim, uma das vantagens que se tem mantido é mesmo a hipótese de estacionar em qualquer lado, de forma gratuíta ao longo de todo o ano. Bem, não é bem 100% de borla, é preciso pagar o dístico verde (12€ por ano).
Tem-se mantido, mas vai acabar. Isto porque a EMEL acha que há demasiados carros elétricos a circular em Lisboa, e como tal, esta medida começa a ter impacto nas receitas anuais da entidade responsável por gerir o estacionamento público pago e parques em Lisboa, supervisionar infrações, e implementar soluções de mobilidade inovadoras.
Quando vai acabar? Ainda não sabemos, mas já se começa a falar do assunto. Aliás, fica a ideia de que pode ser o início dos grandes benefícios dos carros elétricos. Algo que… Talvez não faça muito sentido, porque a adoção não é assim tão massiva quanto isso.





