Chegou a nova edição do simulador de futebol mais jogado do planeta: EA Sports FC 26. As expectativas estavam em alta e, depois de muitos testes e primeiras impressões internacionais, a sensação geral é clara temos evolução sólida, mas não um salto revolucionário. Ainda assim, há novidades suficientes para manter a chama acesa e voltar a prender milhões de jogadores aos relvados virtuais.
Jogabilidade com dois estilos distintos
Uma das grandes apostas da EA este ano é a introdução de dois presets de jogabilidade:
- Authentic, pensado para quem procura realismo, partidas mais lentas e estratégicas, ideais para o modo Carreira ou offline.
- Competitive, ajustado para quem vive nos modos online (Ultimate Team, Clubs), com ritmo mais veloz e maior intensidade.
Esta divisão foi bem recebida pela crítica, porque dá ao jogador mais liberdade de escolha. Mas alguns analistas internacionais avisam: equilibrar duas filosofias tão diferentes pode tornar-se um desafio nos próximos patches.
Movimentos mais naturais e maior profundidade
Ao jogar FC 26, percebe-se que a EA trabalhou em “detalhes invisíveis”. As animações estão mais fluidas, os dribles têm melhor resposta e os guarda-redes foram ajustados para reagirem de forma mais realista em situações críticas.
A física da bola e o posicionamento em campo receberam melhorias subtis, mas que no conjunto tornam o jogo mais credível. É aquele tipo de evolução que não salta logo à vista, mas que se sente depois de algumas horas de jogo.
O modo Carreira ganha vida
Se és fã do modo Carreira, vais gostar de saber que o FC 26 introduziu o Manager Live: pequenos eventos inesperados ao longo da temporada, como lesões, problemas financeiros ou mudanças no balneário. A ideia é dar um toque de drama e tornar cada campanha menos previsível.
No modo jogador, surge também um novo sistema de archetypes, que substitui parte da evolução antiga e oferece caminhos diferentes para moldar a tua estrela em ascensão. É uma tentativa clara de dar mais profundidade e personalidade a longo prazo.
Licenças, estádios e ambiente
A nível visual, não há revolução, mas há polimento. Rostos mais detalhados, kits fiéis e animações que ajudam na imersão.
Um destaque muito comentado nos meios alemães foi o regresso da Allianz Arena, casa do Bayern de Munique.
O ambiente em campo também ganhou novas camadas de som, com reações da claque mais dinâmicas e entradas de estádio mais cinematográficas.
Ultimate Team: o velho dilema
O modo mais popular volta com novidades, mas também com velhos problemas.
Os Live Events dão uma lufada de ar fresco, renovando desafios semanais e criando mais razões para regressar diariamente.
Melhorias no sistema de desconexão trazem mais justiça em partidas online.
Mas a sombra das microtransações continua presente: o FUT mantém o seu ecossistema de pacotes pagos que dividem opiniões e atraem críticas.
É aqui que a comunidade internacional se mantém mais cética: apesar das novidades, a EA ainda não conseguiu “desvincular” a experiência competitiva do peso da monetização.
Os pontos menos positivos
Defesa inconsistente: a IA ainda tem falhas, sobretudo em dificuldades mais baixas, e há momentos em que os defesas parecem desligar.
Comentários repetitivos: a narração mantém-se quase igual ao do ano anterior, e falta frescura nas falas.
Menus confusos: a interface, em alguns modos, continua a exigir cliques a mais.
Falta de revolução: quem esperava uma mudança radical pode sentir que isto é “apenas mais um passo”, não um salto gigante.
Veredicto Leak.pt
O EA Sports FC 26 não é um jogo perfeito, mas é provavelmente o melhor simulador de futebol da atualidade. As melhorias na jogabilidade, a aposta em estilos distintos (Authentic vs Competitive) e a evolução no modo Carreira mostram que a EA está a ouvir a comunidade.
Vale a pena?
Sim, se já eras fã da série e queres a experiência mais refinada até hoje. Mas se estavas à espera de uma revolução, o FC 26 pode deixar-te a pensar que ainda falta aquele passo arriscado que todos esperam.











