COVID-19: afinal como nasceu o hábito de lavar as mãos?


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Com a pandemia que estamos a viver, já todos ouvimos inúmeras vezes o conselho: – lave as suas mãos com água e sabão, durante pelo menos 20 segundos. De facto, é das melhores formas de estarmos protegidos. Mas já pensou como é que se criou este hábito de lavar as mãos? Não foi algo assim tão inato que nasceu de repente. Na realidade, foi inventado por um obstetra húngaro do século 19 chamado Ignaz Semmelweis e que a Google resolveu homenagear.

COVID-19: Google destaca quem inventou o lavar as mãos!

A importância de se lavar as mãos foi descoberta no Hospital de Viena e mais concretamente na maternidade.

O Hospital Geral de Viena tinha duas divisões de maternidade, uma composta por médicos e outra composta por parteiras. Semmelweis, que trabalhou na equipa de médicos na década de 1840, notou que as novas mães estavam a morrer de uma doença chamada febre do parto em taxas mais altas na sua divisão do que na equipa das parteiras. Apercebendo-se disto, ele quis descobrir porquê.

Algumas pessoas acreditavam que a doença era causada por coisas no ar, sobre-lotação ou dietas pouco saudáveis. Mas essas condições eram as mesmas nas duas enfermarias, então Semmelweis descartou essas possibilidades e começou a fazer algumas experiências e a descartar algumas teorias.

Fonte: Wikipedia

Uma das teorias principais era que a doença tinha algo a ver com a posição do parto. As mulheres de um lado davam à luz de lado, enquanto na outra, davam à luz de costas. Ele colocou as mães de ambas na mesma posição de parto. No entanto, isto não fez diferença.

Outra teoria era que um padre que atravessava a primeira ala tocando um sino podia estar a causar terror psicológico. No entanto, também não era isto. Finalmente, Semmelweis descobriu algo de novo em 1847.

Um dos seus colegas ficou ferido por um bisturi durante uma autópsia e acabou por morrer de infecção. Nessa altura, Semmelweis levantou a hipótese de que pedaços de cadáveres haviam entrado na corrente sanguínea do seu colega, causando a infecção que o matou. E como os médicos que realizavam autópsias também ajudavam a dar à luz, era possível que novas mães também estivessem infectadas por pedaços de cadáveres.

Para testar a hipótese, Semmelweis exigiu que os médicos lavassem as mãos após autópsias com um produto especial entre os exames.

Eventualmente, as taxas de mortalidade das mães na clínica onde os médicos trabalhavam caíram a pique.

Apesar dos resultados, alguns colegas de Semmelweis encararam a sua teoria com ceticismo. Segundo Tulodziecki, Semmelweis sustentou que a falta de lavagem das mãos era a única causa de febre no parto – algo que seus colegas não aceitavam, dado que havia outros casos de febre no lado de fora do hospital que não podiam ser explicados da mesma forma.

Mas décadas mais tarde, as suas ideias foram destacadas por terem contribuído para a “teoria dos germes” – a teoria médica atualmente aceita de que muitas doenças são causadas por microorganismos.

É por isso que hoje o ato de lavar as mãos está tão disseminado.

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