Há coisas que toda a gente limpa sem pensar duas vezes. A casa de banho é uma delas. Faz sentido. O problema é que há outras superfícies do dia a dia que passam completamente ao lado, mesmo estando constantemente em contacto com as tuas mãos.
O teclado é uma dessas superfícies, e a realidade é simples. Pode estar muito mais nojento do que imaginas.
Sim, aquele teclado onde trabalhas, jogas, respondes a e-mails e passas horas todos os dias pode acumular mais porcaria e mais bactérias do que sítios da casa que tu consideras muito mais sujos.
O teclado está sempre ali. E é precisamente esse o problema
O rato, o teclado e o nosso telemóvel. São coisas que usamos todos os dias, e que por isso mesmo, deviam ser vítimas de mais asseio.
Basta pensar dois segundos para perceber o absurdo. Tocamos depois de comer, depois de mexer no telemóvel, depois de vir da rua, e muitas vezes sem qualquer cuidado. Depois há migalhas, pó, gordura dos dedos, suor e tudo o resto que vai ficando entre teclas. Ou seja, o teclado não é apenas um acessório. É uma pequena coleção de sujidade acumulada ao longo das semanas.
Pode mesmo ser pior do que parece!
Vários estudos ao longo dos anos chegaram à mesma conclusão. Teclados, especialmente os partilhados, podem acumular níveis de bactérias bastante preocupantes. E isto não acontece só em escritórios ou escolas. Acontece em casa, onde a confiança faz com que a higiene muitas vezes fique para segundo plano.
Aliás, uma secretária pode ter muito mais bactérias do que muita gente imagina, até mais do que uma tampa de sanita em vários cenários. E quando o teclado vive em cima dessa mesma secretária, o resultado final nunca vai ser grande coisa.
Quanto mais uso, mais sentido faz limpar
Se usas o computador todos os dias, então limpar o teclado de vez em quando não chega. O mais sensato é passar um pano regularmente e fazer uma limpeza mais cuidada pelo menos uma vez por semana. Especialmente se trabalhas muitas horas ao computador, se comes na secretária, ou se partilhas o espaço com outras pessoas.
Não é preciso transformar isto numa obsessão. Mas também não faz sentido esperar meses até o teclado começar a parecer uma relíquia arqueológica.
Limpar também não é estragar
Claro que convém ter algum cuidado. Não é despejar produto de limpeza para cima das teclas e esperar o melhor. O ideal é usar ar comprimido ou uma solução própria para eletrónica, pano de microfibra e alguma paciência. Num portátil, ainda mais atenção.
A ideia é simples. Tirar pó, gordura e lixo acumulado sem destruir aquilo que depois te faz falta para trabalhar ou jogar.









