(Análise) Samsung Ark: Uma palavra… É o exagero!

Quando a Samsung me desafiou para testar o seu gigantesco Samsung Ark, a primeira coisa que pensei foi “Claro!“, e a segunda foi “Onde é que o vou meter este ANIMAL?

Pois bem, lidar com o Samsung Ark é basicamente isto. Ficar boquiaberto para a qualidade de imagem, e tamanho massivo do monitor que também serve de TV, ao mesmo tempo que questionámos como é que a mesa está a conseguir a aguentar aquele setup sem grandes problemas.

O Samsung Ark aposta no exagero, e para quem gosta disso, é absolutamente incrível. No entanto, é também um produto que faz alguns compromissos para chegar a esse mesmo exagero.

(Análise) Samsung Ark: Uma palavra… É o exagero!

Antes de mais nada, é preciso perceber o que é isto. O que é o Samsung Odyssey Ark Monitor 4K 55”?

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Bem, é exatamente isso, um monitor gigante, pensado para os jogos, de 55 polegadas, capaz de chegar aos 4K e 120Hz, com uma curvatura incrível, que no fim do dia, ainda serve de TV. Seja para jogar, ou trabalhar, é um monitor absolutamente incrível!

Afinal de contas, quem nunca sonhou com um monitor de 55”, com qualidade de imagem Samsung, na secretária do seu PC? Consegue imaginar jogar F1 22, ou Flight Simulator, neste menino? É quase como se estivesse a jogar uma versão diferente destes jogos. 

O que realmente muda? Isto é igual a ligar uma TV de 55” ao seu PC, ou Consola?

Sim, mas também não.

Ao fim ao cabo, jogar numa TV de 55”, coladinho ao ecrã, resulta quase sempre numa experiência um pouco aquém. Sendo exatamente por isso que as muitas fabricantes mais focadas no gaming, estão a lançar monitores OLED de 42” ou 43”, como é o caso da LG, ASUS, e até da KTC.

Assim, o que separa o Ark de tudo o resto, é a sua curvatura extrema, e claro, a sua base, que permite transformar uma ferramenta de jogo, numa poderosíssima ferramenta de trabalho. Isto sem nunca esquecer a qualidade de imagem, resolução 4K, capacidade de chegar aos 165Hz, e claro, o tempo de resposta de 1ms.

Contudo, é um monitor caro, muito caro. É uma oferta pensada para um nicho de mercado que quer apenas e só o melhor.

Especificações Técnicas

  • Tamanho: 55 Polegadas
  • Resolução Máxima: 4K (80ppi)
  • Atualização de Frames: 165Hz
  • Tipo Painel: VA com Backlight MiniLED (1056 zonas)
  • Tipo de Aspeto: 16:9
  • Curvatura: 1000R
  • Brilho Máximo: 1000 nits
  • HDR 10+
  • Suporte VESA 200*200 Incluído
  • A base que vem com o monitor permite uma rotação de 90º, uma inclinação num total de 20º (-10º a 10º), e um ajuste de altura de 270mm.
  • Conectividade: 4 entradas HDMI 2.1 (uma com eARC), Ethernet 10/100, duas entradas USB 2.0, uma entrada USB-B, Ex-Link, Entrada Ótica para áudio digital, 3.5mm, USB-C (15W), Bluetooth 5.2, Wi-Fi 5
  • Peso: 21kg só o monitor, 41.5kg com a base.

Design e Experiência de Utilização.

O Samsung Ark é enorme, e por isso mesmo, a experiência de utilização não é de todo ‘normal’. No papel, é um monitor de 55”, na prática, parece que estamos a ser engolidos por uma onda gigante de píxeis.

É um monitor capaz de criar um ambiente de imersão que nunca tinha experienciado, o que claro está, permite que se concentre muito mais daquilo que está a acontecer à sua frente.

Quanto ao design, é um ecrã gigante, curvo, com uma base que permite fazer algumas brincadeiras. As margens são reduzidas, mas sendo um painel VA, o monitor não é fino, mas também não é exageradamente grosso.

Para mim, o único ponto negativo do monitor, está mesmo na sua montagem e configuração inicial. Ele é grande, e é pesado (mesmo muito pesado). Montar o Ark sozinho, e metê-lo em segurança em qualquer lado, não é uma missão para uma só pessoa. Se o quiser comprar, arranje um amigo ou familiar de confiança, porque acredite em mim, vai precisar.

Um ponto interessante do design do Ark, nem é o monitor em si, mas sim a Box Samsung One Connect. Ou seja, se quiser ligar algo ao monitor, não o vai fazer diretamente. Vai sim ligar a uma box, que por sua vez está ligada ao monitor, através de um único cabo.

Uma especificidade interessante, e importante, pq verdade seja dita, quem é que quer andar a mexer num monitor de 40~50kg, rotativo, cada vez que for preciso ligar um cabo?

Sendo um Monitor que também serve de TV, além do comando inteligente da Samsung, temos também esse pequeno painel rotativo, para ter acesso a outras funcionalidades interessantes dentro do sistema operativo do produto. Curiosamente, nenhum destes utensílios precisa de pilhas, ou recargas.

Conclusão

Como disse em cima, isto não é um produto para todos, e na verdade, é também um lançamento que cheira um pouco a teste por parte da Samsung. No entanto, é inegavelmente algo muito interessante, que pode elevar o seu setup a todo um outro nível.

Faltam algumas melhorias, como entradas DisplayPort, ou USB-C, na box. Possibilidade de ter mais que dois inputs ao mesmo tempo. Entre outras coisas de menor importância.

Ainda assim, se o seu foco é jogar… Pah… É incrível.

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Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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O Ark é um monitor incrível que peca pelo seu preço, e peso. Também falha um pouco na conectividade, ao não apresentar entradas DisplayPort, ou USB-C. Ainda assim, foi uma das experiências mais espantosas que tive enquanto jogava, tal é o nível de imersão que esta curvatura, e exagero no tamanho, são capazes de oferecer ao utilizador.(Análise) Samsung Ark: Uma palavra... É o exagero!