Se achavas que a única forma de teres um portátil leve, potente e com bateria para o dia todo era saltar obrigatoriamente para o mundo da Apple, é melhor reveres as coisas. O Asus Zenbook A14 chegou ao mercado há cerca de um ano para provar que o ecossistema Windows, quando aliado ao hardware certo, é uma máquina de guerra capaz de enfrentar qualquer MacBook Air de frente.
Performance, leveza e bateria. Parece simples, mas é por vezes demasiado complicado encontrar esse trio num único produto.
Mas, depois de um teste de longa duração, a conclusão é simples. Este Zenbook A14 não é apenas mais um portátil bonito que vês em uma qualquer loja. É uma ferramenta de trabalho que finalmente entrega o que promete e que tem um potencial tremendo para evoluir e melhorar.
Ou seja, no final do dia, é a performance que esperavas, sem os compromissos de bateria que nos atormentaram durante anos no mundo PC.
Asus Zenbook A14: Um portátil que impressiona pela simplicidade
Portanto, este portátil não é uma novidade. Foi lançado no início do ano passado com a grande promessa de oferecer algo que sempre foi raro no mundo Windows, mas que há anos é extremamente elogiado no lado Apple da coisa. Ou seja, aliar design, leveza e simplicidade a uma bateria que mete água na boca.
Nós temos uma unidade em teste prolongado desde o final do ano passado, e de facto, também fomos dos primeiros a testar quando tivemos o lançamento em Portugal.
Dito tudo isto, sendo a primeira vez que a ASUS de facto apostou em algo deste tipo, fazendo uso de um SoC ARM, a coisa tinha potencial para correr um bocadinho mal. Mas não. Esta fabricante sabe fazer portáteis e, como tal, fez aqui um pouco de magia. É um belíssimo portátil e, de facto, está a preços que podem interessar a qualquer português.
O grande segredo deste Zenbook A14 está “debaixo do capô”
Aqui não vais encontrar um processador Intel ou AMD, da mesma maneira que também não vais encontrar um processador deste tipo dentro de um MacBook. Em vez disso, temos um SoC Snapdragon X, fruto de uma grande aposta da Qualcomm no mundo dos computadores portáteis.
É algo que muda o jogo por completo
Mais concretamente, o portátil oferece uma fluidez absurda, quer estejas a escrever, a navegar com 50 abas abertas ou a editar conteúdo multimédia. Portanto, aquela sensação de lentidão que aparecia quando desligavas o portátil da corrente? Esquece, isso faz parte do passado.
Mas não é só o “músculo” que impressiona
O design é extremamente leve e premium. Algo muito importante porque, apesar de ter 1m90 e quase 100 kg, a realidade é que ter um monstro na mochila todos os dias é daquelas coisas que não mata, mas que certamente mói. Ou seja, é o equilíbrio perfeito entre portabilidade e poder bruto.
Bateria para o dia todo e o toque da IA!
A IA no Windows é o que é. Eu acreditei que ia ser interessante, mas a realidade é que a Microsoft não está a ser capaz de entregar algo sem ser demasiado invasiva. Ainda assim, se esqueceres os botões e autocolantes Copilot, a bateria é, sem dúvida, o ponto onde este Asus mais brilha.
Ou seja, estamos habituados a portáteis Windows que prometem 15 horas e entregam 5. Aqui, a realidade aproxima-se muito mais do marketing. Consegues fazer um dia inteiro de trabalho intenso sem entrar em pânico à procura de uma tomada. Assim, o Zenbook A14 torna-se uma das poucas alternativas reais no lado Windows para quem valoriza a autonomia acima de tudo. É um daqueles portáteis que podes carregar durante a noite e depois ir para o trabalho sem levar carregador. Sem qualquer preocupação.
Conclusão: Vale a pena o investimento?
Existem problemas, claro. Os mesmos que também afetaram a Apple quando a gigante norte-americana abandonou a Intel para apostar em processadores próprios. Ou seja, ainda há programas que não funcionam a 100% neste tipo de portáteis.
Mas, passado mais de um ano de processadores Snapdragon no lado Windows da coisa, este é um problema que é cada vez mais ligeiro. Não seria, na minha opinião, algo que me faria desistir da compra. Especialmente porque este portátil é algo muito mais pensado para quem precisa de produtividade e menos para edição de conteúdo pesado. No fundo, com a evolução das camadas de tradução de software (como o Prism da Microsoft), a compatibilidade está num ponto em que o utilizador comum já nem nota a diferença.
Além disso, tem algo que valorizo muito: um ecrã OLED de qualidade inegável. Algo que já devia ser mais comum no mundo dos portáteis, mas onde a concorrência ainda falha muito. Além disso, com 1 ano de mercado, vais encontrar este A14 a preços que te vão meter em sentido. Especialmente nos tempos que correm em que tudo é absurdamente caro.
Aqui vale também a pena mencionar que o A16 já é uma realidade no mercado. Podes saber mais aqui.
Gostei muito desta máquina!









