Análise Razer Mamba Wireless – Ao longo dos anos, a Razer começou a ficar menos conhecida pela performance, e mais pelos gimmicks, botões extra… E claro, iluminação RGB Chroma. Por isso, quando recebi este rato para teste, fiquei um pouco de pé atrás…Contudo, agora, fico muito feliz por ter aceite o desafio!

Porque desta vez, a Razer deixou vários ‘extras’ inúteis de lado, para se focar completamente no sensor, peso e autonomia! Ou seja, no desempenho do rato propriamente dito.

Análise Razer Mamba Wireless – Introdução

Análise Razer Mamba

Já há alguns anos que não meto as mãos num rato Razer, o que acaba por ser curioso, porque alguns dos melhores ratos da minha vida foram desta marca, onde tenho de destacar o Razer Cooperhead e Razer Naga Molten Edition!

Mas tenho de dizer, que quando a marca se começou a focar noutros segmentos de mercado, a qualidade dos ratos começou a ficar para trás… E por isso, decidi mudar para outras paragens, nomeadamente para o Logitech G502 e depois para o Logitech G502 Hero.

Contudo, agora que tive a hipotese de testar o mais recente Razer Mamba Wireless, posso afirmar que a Razer tentou voltar às suas origens, oferecendo algo simples, funcional, e com um desempenho fora de série!

Afinal de contas, já o tenho há duas semanas, habituei-me ao rato em apenas um dia, e ainda não o voltei a carregar desde que o liguei pela primeira vez ao PC! Aliás, ainda hoje fiz 3 jogos de League of Legends com o Silvio José aqui da Leak.pt, e apenas gastei 2% de bateria!

Análise Razer Mamba – Design

Análise Razer Mamba

A primeira coisa que reparei neste Razer Mamba, foi nas semelhanças no design com o DeathAdder! As diferenças são mínimas… Ambos são muito ergonómicos, e extremamente simples, aliás, parece que o grande foco dos dois ratos é oferecer uma experiência muito simples, de gaming puro, sem gimmicks.

Mas lá está, não existe um Razer DeathAdder sem fios!

Dito isto, algo que muitos poderiam estar à espera neste rato, que por acaso até fazia parte do pacote do modelo de 2015, mas agora desapareceu… Uma base de carregamento, que curiosamente, também servia quase como um pedestal para o rato.

Infelizmente, existia um grande ponto negativo nesta base… Enquanto o rato estivesse a ser carregado, não podia jogar!

Por isso, desta vez a Razer desistiu dessa ideia, e oferece apenas um cabo USB de modo a que posso continuar a jogar sem perder uma pitada da acção. Similarmente, a iluminação RGB é agora também bastante mais simples, com o rato a perder o ‘Sharam’ que muitos jogadores adoravam na anterior versão.

No entanto, ao perder algumas coisas, ganhou outras!

No fundo, parece que o Razer Mamba passou por um programa de emagrecimento! De tão leve e robusto que é agora, pesando agora apenas 106g.

Além disso, é possível verificar que o rato se mexe muito bem, graças a esta perda de peso, bem como uns ‘skates’ maiores.

Sensor Óptico em vez de sensor laser?

E talvez mais importante que tudo isto, o novo Razer Mamba Wireless é um rato melhor que o seu antecessor!

Análise Razer Mamba

O anterior Mamba Wireless utilizava um sensor laser, tal e qual como todos os ratos Razer da altura. Era um bom sensor, mas chegou ao mercado mesmo na altura em que todo o mercado decidiu mudar para os sensores óticos. Nomeadamente o sensor PWM3360, que tanto sucesso fez.

Portanto, apesar do novo Razer Mamba usar agora um sensor ótico, provavelmente o PWM3389 (que também foi implementado no Mamba Hyperflux). O número de DPIs continua exatamente o mesmo, 16.000… Em paralelo, com a troca de sensor, a precisão é também agora muito maior. (Podendo ser usado em qualquer tipo de superfície sem grandes problemas.)

Análise Razer Mamba Wireless – Bateria

Como já deve ter percebido, a Razer melhorou imenso o seu Mamba! Mas o que realmente impressiona nem é o desempenho… Afinal de contas, a Razer já faz ratos há muitos muitos anos, e apesar de ter tido uma altura um pouco mais ‘dúbia’ no controlo de qualidade, o desempenho nunca foi um problema.

O que realmente impressiona neste rato, é a sua autonomia!

Apesar de ter menos 19g que o antecessor, o novo Razer Mamba Wireless consegue ter mais do dobro da autonomia! Enquanto o Mamba de 2015 prometia 20 horas de autonomia, o novo Mamba consegue oferecer cerca de 50 horas! Sim leu bem, mais de 2 dias de uso ininterrupto.

Claro que apenas irá conseguir atingir esta marca com a iluminação RGB desligada, mas mesmo assim, é uma marca espantosa. (Especialmente quando temos em conta o peso do periférico)

Conclusão

Análise Razer Mamba

É fácil de dizer, que o Razer Mamba Wireless de 2018 não irá ganhar qualquer prémio de design ou de inovação. Mas é também preciso dizer que apesar disto tudo… Tem um design apelativo, com uma bateria extraordinária, e um sensor capaz de uma performance fora de série.

Em suma, um rato sem fios, sem qualquer tipo de compromisso, que é no fundo uma excelente aposta! E curiosamente, nem tem um preço escandaloso como costuma ser normal neste tipo de ratos, ao custar cerca de 90€.


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