(Análise) Huawei Matebook D16: Incrível para produtividade

(Análise) Matebook D16: É inegável que a Huawei sempre foi mais conhecida pelos seus smartphones topo de gama, algo curioso, e que sempre achei um pouco injusto, visto que os portáteis de qualidade, por parte da gigante Chinesa, não são uma coisa de 2022… A fabricante anda a impressionar há vários anos, com produtos de qualidade inegável, e performance ao nível das maiores marcas desta indústria.

Aliás, além da qualidade, a Huawei também está a impressionar na qualidade/preço, especialmente na sua gama D, onde encontramos grandes máquinas, a preços interessantes, com muitas ofertas à mistura.

Bem, vamos olhar para o Matebook D16? O mais recente portátil focado na produtividade da gigante Chinesa?

(Análise) Huawei Matebook D16: O portátil para a produtividade!

Portanto, com o novo Matebook D16, a Huawei tenta levar ao extremo a filosofia que tem empregue nos seus portáteis ‘D’. Ou seja, a ideia é oferecer boa performance, design, e qualidade de construção, num pacote amigo da carteira, no caso do D16, num formato um pouco maior, e para isso mais apetecível para quem precisa de muita bateria, e de um ecrã de grandes dimensões.

De forma mais concreta, o Matebook D16 de 2022 é uma grande atualização, ao contar com um corpo de metal, um ecrã de grandes dimensões 16:10, e agora, um processador Intel Core 12000 da geração Alder Lake, que claro está, começa nos 949€, sem contar com as muitas ofertas que a Huawei começou a dar (neste caso mala + rato bluetooth), quando começou a ver a situação mal parada no mundo dos smartphones Android.

Vamos ver o que vale?

Especificações Técnicas

  • Processador: Intel Core i7-12700H – 4.7 GHz, Alder Lake-P
  • GPU: Intel Xe G7 96EUs
  • Memória: 16GB LPDDR4X-3733, dual-channel (Não pode ser trocada, ou espandida)
  • Ecrã: 16” IPS LCD, 1920*1200 (142 PPI), 60Hz
  • Armazenamento: 512GB SSD PCIe
  • Bateria: 60Wh (Autonomia: 6~10 horas)
  • Peso: 1.7Kg
  • Preço: A partir de 949€ (versão em teste com CPU Core i7 -> 1299€)

Design

A Huawei não gosta muito de inovar no design dos seus portáteis, sendo exatamente por isso que à exceção do novo ‘Pro‘, todos os portáteis parecem ser todos farinha do mesmo saco. No entanto, isto não é necessariamente mau. Afinal, desta forma, a fabricante consegue garantir que a sua filosofia de design é seguida, e claro, também poupa alguns trocos no desenvolvimento e produção, que claro está, são empregues na qualidade de construção.

Aliás, é exatamente neste campo que eu quero entrar… É que o Matebook D16 é um menino super robusto, com um ecrã de 16 polegadas, ao mesmo tempo que chega às suas mãos a pesar apenas 1.7Kg.

Tudo muito graças ao corpo de alumínio, que apresenta algum ‘flex’, mas demonstra ter qualidade para aguentar muitos e longos anos nas mãos até do utilizador mais exigente. Durante o teste, este portátil foi ao Porto, e foi a Munique, quase sempre aos trambolhões dentro da mala, e as marcas de uso visíveis são… Bem… Zero.

Quanto à conectividade, também não estamos nada mal servidos, com duas entradas USB-C (uma Thunderbold), duas portas USB-A, uma saída HDMI, e ainda uma saída de 3.5mm. É assim um portátil capaz de oferecer um misto do futuro, e do presente, o que nem sempre é garantido no mundo dos ultrabooks, em 2022.

Onde está a webcam? Ainda está no teclado? Não!

Algo que sempre achei interessante, porque ajudava a diminuir as margens do ecrã, mas que acabava por ser estranho, tal era o ângulo da câmera, era mesmo a webcam escondida no teclado. Isto já não acontece no D16 da Huawei, em vez disso, o sensor Full HD passou para um espaço mais normal. Agora na parte de cima do ecrã, permitindo assim uma captura de qualidade, sem pelos do nariz à vista. (No entanto, não há sensor IR, e por isso, não existe suporte a Windows Hello).

Para terminar a parte do design, tenho de elogiar a qualidade do teclado, com o Matebook D16 a ser um dos raros teclados em que rapidamente me habituei ao travel e feedback tátil de cada tecla. É um portátil incrível para quem passa grande parte do dia a escrever.

No entanto, no campo do conforto, tenho de dizer que gostava de ter visto um touchpad maior, tal e qual como aquilo que acontece no 16s e Pro X.

Ecrã

matebook d16, huawei

É grande, tem um formato que grita “pronto para trabalhar”, e é também brilhante! É uma excelente forma de resumir o ecrã de 16” que a Huawei implementou no seu novo D16. Afinal de contas, temos aqui um painel IPS LCD 16:10, num rácio de 90% de espaço preenchido face ao corpo do aparelho propriamente dito.

A resolução é muito decente para a gama de preços (1920 * 1200), mas infelizmente, não temos suporte a toque. Não que ache a não inclusão de um ‘touchscreen’ um deal-breaker, porque não é, visto que pouco ou nada uso essa funcionalidade nas minhas máquinas do dia-a-dia. Mas, quando a grande maioria dos rivais tem a funcionalidade, é algo que temos de apontar como um ponto negativo.

Dito tudo isto, no mundo real, é um ecrã super interessante para produtividade, e também para consumo de conteúdo multimédia, com a Huawei a prometer 300 nits de brilho, e um contraste de 1400:1. Além de tudo isto, temos ainda suporte a 95% da gama de cores sRGB.

Performance

matebook d16, huawei

No campo da performance, temos um portátil muito curioso, que na sua especificação mais barata conta com um processador Intel Core i5-12450H, e que na mais cara, vai até ao i7-12700H. Ambos equipados com uma excelente solução de refrigeração para evitar throttling.

Além disto, temos 16GB de RAM, e curiosamente, apenas 512GB no SSD PCIe. 16GB é ainda mais do que suficiente, mas em 2022, gostaria de ver o SSD a crescer para o dobro, ou seja, 1TB, ao fim ao cabo, este é cada vez mais o padrão do mercado. Ainda assim, o SSD apresenta uma boa performance, ao oferecer velocidades de leitura e escrita entre os 2.5Gb/s e 3.5 Gb/s.

É assim um portátil leve e fino, que é capaz de fazer tudo. Ou pelo menos quase tudo, visto que na parte dos jogos apenas temos um iGPU Intel Xe. Uma solução mais do que suficiente para jogar um jogo como GTA V, ou League of Legends, mas não muito mais que isso.

Bateria

Uma parte muito importante quando se fala de um ultrabook, e que aqui não desilude. Especialmente na versão com o processador Intel Core i7, que claro está, é um chip poderoso, e como tal, precisa de algum “sumo” para lhe dar vida.

Dito tudo isto, segundo o teste PC Mark 10, num ambiente de trabalho, o Matebook D16 é capaz de aguentar mais ou menos 6 horas e meia, ligado, sem ajuda do carregador. Mas estes valores podem ter alguma ajuda se ligar o modo de poupança de bateria! Com a mesma a ultrapassar as 7 horas sem grandes problemas.

Num uso mais normal, com web browsing à mistura, o Matebook D16 aguenta 10 horas, sem grandes dificuldades.

Conclusão

O Huawei Matebook D16 é um portátil para quem quer algo grande, e poderoso. É uma alternativa muito interessante, porque além de cumprir essa mesma premissa inicial, é capaz de aliar conforto na escrita, a um design muito premium, tudo isto num pacote que tenta não exagerar no preço.

Ademais, o que pensa sobre tudo isto? Interessado nos portáteis Windows da Huawei? Partilhe connosco a sua opinião na caixa de comentários em baixo.

 

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Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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