Devil May Cry 5

Análise Devil May Cry 5: O regresso ao sucesso de Dante e companhia! – Depois do desespero sentido pelos fãs da saga original, quando o reboot da Ninja Theory chamado simplesmente de “DmC” foi lançado em 2013… A CAPCOM decidiu finalmente anunciar que estava a desenvolver uma sequela à entrada numero quatro da timeline original.

Isto claro, foram boas notícias para os jogadores que não gostaram da direção tomada pelo reboot de 2013! E que queriam ver “atadas” as pontas soltas deixadas por Devil May Cry 4



Ademais, posso dizer com confiança que a CAPCOM conseguiu voltar a capturar, em grande parte, a essência daquilo que faz um bom jogo Devil May Cry.

Afinal de contas, a saga Devil May Cry já tentou ser reinventada mais que uma vez, antes do reboot da Ninja Theory! Aliás, a formula tentou ser alterada logo no segundo jogo da saga, DMC 2. Altura em que a CAPCOM decidiu que seria melhor simplificar o combate, que sejamos sinceros, é o ganha pão da série, porque achava que isso iria apelar a outras audiências.

Contudo, escusado será dizer que esta jogada não correu bem para o estúdio… Pois qualquer fã de DMC irá certamente dizer que não há sensação melhor do que conseguir atingir um rating de SSS através de combos avançados enquanto limpamos vagas inteiras de demónios.

Portanto, neste aspeto, Devil May Cry 5 voltou às suas “origens”, trazendo de volta o estilo de combate dos títulos mais aclamados da série

Mas vamos falar um pouco, daquilo que temos de novo na mais recente entrada na saga!

Desta vez, em vez de duas personagens jogáveis (como foi no DMC4), temos três, cada uma delas com o seu próprio estilo e jogabilidade.

Nero

Análise Devil May Cry 5

  • A jogabilidade de Nero é muito semelhante ao que vimos em DMC4! Podendo utilizar a sua espada icónica, Red Queen, e a sua revolver de barril duplo, a Blue Rose. Juntamente com a capacidade para puxar inimigos até si (ou vice-versa) e a habilidade EXCEED, faz com que seja uma personagem que consegue executar combos fluídos sem muita dificuldade.

Dante

Análise Devil May Cry 5

  • À imagem de Nero, a jogabilidade de Dante também é muito parecida à sua versão em DMC4. Assim, podemos trocar entre as suas armas de curto e longo alcance no meio dos próprios combos, assim como ativar o temível Devil Trigger. Dante tem assim um estilo de jogo mais rápido mas ao mesmo tempo mais complexo. Visto que para conseguir um bom rating temos de aprender os combos das várias “devil arms” e o melhor momento para realizar as trocas das mesmas.

V

Análise Devil May Cry 5

  • Chegamos então ao enigmático V, a terceira personagem jogável e, na minha opinião, a mais fraca a nível de jogabilidade. Isto deve-se ao facto de V não lutar diretamente com os seus adversários!

Optando por comandar três demónios:

  • Um voador de longo alcance,
  • Um terrestre de curto alcance,
  • Um ‘Super Demónio, que é capaz de ambos os estilos de luta.

Os problemas de jogar com o Enigmático V

Apesar da luta ficar a cargo dos ‘Minions’ de V. Cabe ao jogador dar o golpe de misericórdia e matá-los de vez.

Análise Devil May Cry 5

Dito isto, os problemas surgem quando se torna evidente que é extremamente fácil realizar e manter ratings altos com esta personagem. Afinal, enquanto os inimigos atacam os demónios a seu comando… Este pode simplesmente afastar-se da zona critica e ter muito mais facilidade em não ser atingido.

Assim, os combos em si são muito mais fáceis de realizar! E ao contrário de Dante e Nero, o rating parece subir mais depressa. (Talvez devido ao receio da CAPCOM que os jogadores tivessem dificuldade em adaptar-se a este estilo de combate).


A História de Devil May Cry 5

Análise Devil May Cry 5

Falando agora um pouco da história (sem spoilers), é fácil dizer, que os jogos Devil May Cry, nunca primaram por esta vertente. Ainda assim, posso dizer que fiquei bastante satisfeito com a forma que a CAPCOM arranjou para concluir este jogo e resolver as pontas soltas a que me referi anteriormente.

Na minha opinião, acho que qualquer fã irá acabar a última ‘cutscene’ do jogo com um sorriso gigante na cara.

Deixo apenas um conselho, tenta dar tudo por tudo durante os créditos finais! Eu sei que pode parecer uma dica estranha. Mas tenho a certeza de que alguns leitores já devem ter percebido a dica.

Infelizmente está na hora de entrar nos pontos mais fracos do jogo.

Vamos falar do level design! Lembro-me das críticas que foram feitas a DMC4 relativamente a este aspeto. Especialmente, o facto de ser repetitivo voltarmos a jogar os mesmos níveis na segunda metade das missões. E lutar cada um dos bosses não uma, não duas, mas três vezes.

Mas ainda assim acho preferível o rumo desse jogo do que aquele que a CAPCOM tomou com este quinto capítulo. Isto porque passamos grande parte do nosso tempo a caminhar dentro de uma cidade destruída e sem vida (lembrando um pouco o DMC 2). Ou dentro de uma planta demoníaca gigante, onde cada nova área é indistinguível da anterior.

Perdendo assim um pouco o charme dos locais variados que existiram principalmente no DMC1 (castelo, jardins, grutas, etc.) e DMC4 (cidade, castelo, selva, etc.).

Análise Devil May Cry 5 – Conclusão

No entanto, mesmo com alguns percalços pelo caminho… Posso concluir, dizendo que Devil May Cry 5 é um fenomenal retorno às origens e ao que tornou esta série icónica.

Em suma, um ‘Must Buy‘ para qualquer fã.