O debate sobre o que Steve Jobs faria se estivesse vivo em 2026 é um clássico nos fóruns de tecnologia, e com razão. Estamos a falar de uma personalidade que mal ou bem, metia tudo a girar à sua volta. Pois bem, esta é uma discussão que voltou à ribalta, agora que o CEO da Apple voltou a mudar.
Afinal de contas, Tim Cook é tudo menos um génio tecnológico. É apenas alguém que gosta de eficiência a sério, um mestre da logística. Sendo exatamente por isso que a Apple passou de marca “premium” para um autêntica máquina de fazer dinheiro.
Obviamente que isto levanta várias questões. Afinal… Se a Apple é capaz de iniciar tendências, será que o iPhone atual seria uma besta de vidro com quase 7”, como quase todos os outros smartphones do mundo mobile?
iPhone: Com Steve Jobs vivo, o iPhone seria diferente?
Portanto, será que o homem que dizia que ninguém ia comprar um telemóvel grande alguma vez autorizaria um iPhone com quase 7 polegadas? A resposta curta é que ele provavelmente teria um ataque de nervos, mas… A realidade do mercado atual é implacável.
Sim, Jobs era um defensor fervoroso do uso do aparelho com apenas uma mão. Ou seja, para ele, a ergonomia não era apenas um detalhe, era o pilar central do design. Existe aquela lenda famosa de quando ele atirou um protótipo para dentro de um aquário para provar, através das bolhas de ar que subiram, que ainda havia espaço desperdiçado lá dentro. Ou seja, para Steve, se havia ar, podia ser mais pequeno. E foi mesmo mais pequeno e fino.
Por isso, olhar para os modelos atuais, onde o iPhone 17 Pro Max roça as 6.9 polegadas, parece uma traição direta ao que Jobs acreditava. Ele chegou a chamar aos telemóveis grandes de “Humvees”, argumentando que ninguém conseguiria agarrar neles confortavelmente. Mais concretamente, ele acreditava que o tamanho ideal era aquele em que o polegar conseguia percorrer de uma ponta à outra do ecrã sem qualquer esforço. (O que claro está, seriam 4”, ou no máximo 5”).
Assim, se Jobs estivesse ao comando hoje, é muito provável que o iPhone fosse um bicho completamente diferente. Aliás, é provável que todo o mercado fosse bastente diferente. No entanto, temos de ser honestos… O mundo mudou drasticamente. Em 2026, o telemóvel não é apenas para fazer chamadas ou ouvir música. É a nossa consola de jogos, o nosso cinema de bolso e a nossa ferramenta de trabalho principal. É aqui que temos mexemos na nossa conta bancária, ou fazemos investimentos.
No fim do dia, a Apple de Tim Cook percebeu que os consumidores preferem ecrãs gigantes e baterias que duram o dia todo do que a pureza estética de um aparelho minúsculo que mal se vê na mão.
Conclusão
Steve Jobs já não está cá. De facto, há 14 anos que nos deixou. Por isso, pensar no que poderia ou não ser, é um exercício um pouco inútil. Ainda assim, tem alguma piada pensar que, se porventura uma pessoa ainda estivesse por cá, todo o mundo mobile podia ser um bocadinho diferente.
Diz-me tu! Achas que a Apple perdeu a alma ao fazer telemóveis tão grandes, ou a visão de Jobs sobre o tamanho dos ecrãs estava simplesmente errada para as necessidades de 2026?








