Vírus da poliomielite poderá curar o cancro do cérebro


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Os cientistas estão a dar tudo na luta contra o cancro, uma batalha que nem sempre é fácil. No entanto, por vezes, surgem avanços que vêm de onde menos se espera. O vírus da Poliomielite é um desses casos. Conforme relata o site da NPR, uma rádio nacional norte-americana, os médicos têm vindo a modificar geneticamente o vírus da poliomielite para combaterem com eficácia o cancro no cérebro. O melhor é que este tratamento revolucionário para estar a dar resultados positivos.

O glioblastoma é uma forma muito perigosa de cancro no cérebro, já que resiste a muitas formas de tratamento que normalmente sã utilizadas para combater o cancro. Aqueles que são diagnosticados com glioblastoma muitas vezes não têm grandes esperanças em vencê-lo, ou até mesmo em atrasar o progresso do mesmo. Agora, uma versão modificada do vírus da poliomielite mostrou prolongar a vida das pessoas com esta doença e pode levar a uma nova opção de tratamento.

Os investigadores decidiram utilizar o vírus da poliomielite devido à sua capacidade de invadir células do sistema nervoso. Os médicos modificaram o vírus para impedir que ele realmente criasse os sintomas associados à poliomielite e então fundiram-no com um tumor cerebral. Aí, o vírus infectou e matou as células cancerígenas, e os investigadores acreditam que isso também pode ter levado o sistema imunológico dos pacientes a atacar o cancro também. Esta nova experiência de tratamento foi descrita num estudo publicado no New England Journal of Medicine.

Os médicos estão animados com os resultados, mas pedem alguma calma. O tratamento não é uma cura, e só foi eficaz em cerca de um quinto dos pacientes com glioblastoma, aumentando significativamente os tempos de sobrevivência. Ainda assim, esse é um enorme passo em frente para combater essa forma particularmente mortal de cancro.

No estudo de longo prazo, 21% dos pacientes tratados com o vírus modificado sobreviveram após três anos. Isto é algo extremamente raro. Já três pacientes sobreviveram mais de cinco anos, com um a já ter ultrpassado a marca de seis anos. Esta longevidade é algo rara quando se trata do glioblastoma, e embora nem todos tenham observado uma grande melhora nos tempos de sobrevivência, o estudo ainda é muito promissor e pode eventualmente resultar num tratamento viável para a doença.

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