Usa o sistema de impressões digitais no smartphone? Faz mal!

Os sistemas de impressões digitais são muito comuns nos smartphones atuais. No entanto não é propriamente seguro e isto não é dito por acaso. O Talos Security Group acredita tanto nisto que gastou cerca de dois mil dólares para o comprovar. Para o efeito testaram dispositivos da Apple, Microsoft, Samsung entre outros fabricantes durante alguns meses. Os resultados mostram que as impressões digitais falsas podem enganar o seu smartphone com uma taxa de sucesso de 80%. Ou seja, existem 80% de hipóteses de deitarem a mão a tudo o que tem no seu equipamento se contornarem a proteção do sistema de impressões digitais.

Usa o sistema de impressões digitais no smartphone? Faz mal!

Esta proporção é baseada em 20 tentativas feitas pelos investigadores que criaram impressões digitais falsas. Segundo eles, esta taxa de sucesso significa que temos uma probabilidade muito alta de desbloquear qualquer um dos dispositivos testados.

iPhone, impressões digitais no smartphone

Para além disso, o estudo revela também que os equipamentos mais suscetíveis a impressões digitais falsas foram o iPhone 8, MacBook Pro 2018 e Samsung Galaxy S10, com uma taxa de sucesso superior a 90%. Sim, temos um computador aqui pelo meio, já que este fabricante resolveu incluir outros dispositivos. Curiosamente não se passa o mesmo com o Galaxy A70. É que neste equipamento não foi possível contornar o sistema de impressões digitais.

É verdade que como referem os investigadores nenhuma tecnologia é verdadeiramente segura. Ou seja, não existe um método que seja 100% eficaz. No entanto há sempre uns que são mais seguros que outros.

Até ao aparecimento dos sistemas de impressões digitais nos smartphones sempre se discutiu se era melhor PIN ou padrão. Para isto também há resposta. É que neste frente-a-frente um estudo recente sugere que quando está alguém por perto, talvez estejamos mais seguros com o “antiquado” PIN.

Quem estiver a observar o ecrã enquanto o desbloqueiam com um padrão, vai conseguir reproduzi-lo em 64.2% das vezes, se apenas tiver olhado uma vez.

Se em paralelo, já tiver assistido várias vezes ao desbloqueio, vai conseguir fazê-lo em 79.9% das vezes.

No entanto, se as linhas de feedback do padrão forem removidas do ecrã, a segurança aumenta de imediato. Nesse caso apenas existe uma taxa de sucesso de 35.3% para quem olha uma vez para o desbloqueio de um ecrã e 52.1% para quem olha várias vezes.

Tudo isto para dizer que em relação a todos os métodos, ao nível da segurança a utilização de um PIN, especialmente se tiver seis dígitos, é sempre a melhor opção. Deste modo e mesmo com um utilizador mal-intencionado a olhar por cima do ombro, só existe apenas 10.8% de hipóteses de acertarem. Este número aumenta para 26.5% no caso de múltiplas observações.

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