A Samsung pode ter muitos defeitos, mas a falta de inovação não é certamente um deles. Ou seja, recentemente, na exposição SID nos Estados Unidos, a marca sul-coreana mostrou que o ecrã do smartphone pode ser muito mais do que apenas uma janela para as redes sociais.
Estamos a falar de medir a tensão arterial e o batimento cardíaco com um simples toque no painel.
Flex Chroma Pixel: Brilho que quase encandeia!

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Primeiro, temos a tecnologia Flex Chroma Pixel. Aqui a Samsung usou novos materiais emissores e uma tecnologia de polarização própria para atingir uns impressionantes 3.000 nits de brilho. Para teres uma noção, isto cobre 96% do padrão de cor BT.2020. É basicamente um painel OLED M16 com esteroides. Embora seja incrível, o mais provável é vermos esta tecnologia chegar primeiro às televisões antes de saltar para os nossos bolsos.
Sensor OLED: O fim do smartwatch para métricas básicas?
A parte que realmente interessa ao fiel utilizador da Leak é o Sensor OLED.
A Samsung conseguiu integrar fotodíodos orgânicos (OPD) diretamente no ecrã. Isto permite que a luz emitida pelo painel seja usada para medir métricas de saúde como a frequência cardíaca e a tensão arterial.
E não estamos a falar de um conceito abstrato: a Samsung apresentou isto num painel de 6.8 polegadas, o tamanho exato de um smartphone Ultra, indicando que a tecnologia deve estrear num modelo futuro. Com uma densidade de 500 PPI, a marca conseguiu meter tudo na mesma camada do ecrã sem sacrificar a qualidade de imagem, e claro, sem aumentar a grossura de nada.
Privacidade em primeiro lugar!
Uma das jogadas mais inteligentes aqui é a combinação com a tecnologia Flex Magic Pixel, que já vimos no Galaxy S26 Ultra. Esta funcionalidade limita os ângulos de visão laterais, o que significa que podes estar a medir a tua tensão arterial no metro sem que o vizinho do lado saiba se estás com a máxima nos 12 ou nos 18.
A minha visão? A Samsung sabe o que faz. O talento é muito, a vontade é que por vezes é pouca.
Como costumo dizer, a Samsung continua a dar cartas onde realmente importa: no hardware. Se isto chegar ao mercado de forma fiável, é mais um prego no caixão dos sensores básicos de saúde que andamos a carregar no pulso. Não substitui um médico, obviamente, mas é uma daquelas conveniências que nos faz sentir que o futuro está mesmo a chegar. Resta saber se o preço não vai ser outro soco no estômago.




