Como já deves ter percebido, apesar do facto de a conversa à volta da IA não ser grande novidade, a indústria da Inteligência Artificial cresceu de forma explosiva, e como tal, está a comportar-se como um “monstro” que devora quase todo o stock mundial de memória DRAM.
DIto tudo isto, como a Samsung é uma das maiores fabricantes de chips do planeta, decidiu seguir o dinheiro fácil e lucrativo da IA. O que claro está, significa que deixa a sua própria divisão de smartphones pendurada com custos de produção insustentáveis.
Não é estranho?
Por que é que o teu próximo Galaxy vai custar os “olhos da cara”?
Porquê esta procura estranhíssima e explosiva? Basta olhar para o próximo processador de IA da NVIDIA (Vera). É um monstro que precisa de 1.5TB de memória RAM. Ou seja, se um S26 Ultra conta com 12GB, um único chip de IA “come” memória suficiente para 125 smartphone de topo.
Assim, estima-se que, num smartphone premium, o custo da memória RAM passe a representar 20% do valor total do aparelho. É um peso brutal que asfixia as margens de lucro.
O primeiro défice da história da divisão Mobile da Samsung?
TM Roh avisou que, com o aumento galopante dos preços da RAM e da memória NAND Flash, a divisão MX (Mobile Experience) está numa situação desesperante. Ou seja, se a Samsung Memory continuar a cobrar “preços de ouro” à Samsung Mobile, o resultado será um prejuízo anual inédito desde que a divisão foi criada.
Sim, a Samsung está a pedir dinheiro à própria Samsung. Eu sei que parece estranho, mas cada departamente age com um certo grau de independência dos outros.
Isto explica por que razão o Galaxy S26 já sofreu aumentos de preço e por que razão a Samsung está a ter dificuldades em convencer os consumidores a gastar dinheiro num hardware que parece estagnado, mas que custa cada vez mais.
Ou seja, empresas irmãs, negócios à parte!!
As divisões funcionam como empresas separadas e a divisão de memórias prefere vender para a NVIDIA ou para a Microsoft, que pagam mais e compram em volumes industriais para a IA, do que “perder dinheiro” a ajudar os colegas que fazem telemóveis.
É uma decisão puramente comercial, que acaba por fazer algum sentido. Mas, também é uma estratégia de lucro a curto prazo que pode acabar por destruir a competitividade dos Galaxy no mercado.
Conclusão: Quem paga a fatura és tu!
No fim do dia, a Samsung está a mostrar onde estão as suas prioridades. Eles preferem alimentar a febre da IA do que garantir que o teu próximo smartphone tem um preço justo. Se a divisão de smartphones entrar em défice, podemos esperar ainda mais cortes no hardware ou, pior, preços ainda mais absurdos para compensar o prejuízo.








