Caso não te lembres, os smartphones Pixel foram dos primeiros aparelhos do mercado a dar o salto na memória RAM para dar espaço à Inteligência Artificial. Ou seja, os modelos base deram o salto para os 12GB de memória RAM, enquanto os modelos Pro passaram para os 16GB. Na altura foi importante, porque muitas fabricantes continuavam (e continuam) a apostar nos 8GB para modelos base e 12GB para modelos Pro ou Ultra.
Mas… com a crise de memória RAM, as coisas podem mudar. De facto, as coisas podem voltar atrás. Não me parece uma grande ideia e, como tal, não acredito que a Google enverede por esse caminho. Mas, como sempre, onde há fumo há fogo.
Pixel 11: Eu não acredito. Mas… A ser verdade. É muito mau
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Portanto, como deves saber, o mundo da memória RAM e armazenamento NAND está a viver um momento de caos. O custo por GB duplicou no lado da memória RAM e isso baralha as contas às fabricantes que ou pagam… ou… bem… reduzem a quantidade de memória disponível.
É por isso que os mais recentes rumores apontam para uma Google pronta a reduzir o Pixel 11 para 8GB e o Pixel 11 Pro para 12GB.
A minha visão?
De facto, apesar de ser uma gigante, a Google não tem o mesmo poder que uma Apple, Samsung, Xiaomi ou Oppo. É factual. Não vende a mesma quantidade de smartphones, e como tal, não tem o mesmo acesso à memória RAM que as outras têm.
Além disso, apesar de cada vez mais próxima, a Google não vende os seus dispositivos aos preços das rivais. Normalmente são um pouco mais baratos, e como tal têm menos margem.
Mas, como costumo dizer, não há milagres. Se o preço da memória LPDDR5X está prestes a explodir com subidas de 100% num único trimestre, as marcas entram em pânico. Já existem contratos a serem assinados com preços que chegam aos 21 dólares por GB. Ora, faz as contas: manter 16GB num telemóvel significa gastar o dobro do que se gastava há um ano só num componente.
No entanto, se a Google fizer isto, está a dar um tiro no pé. Toda a estratégia dos Pixel 9 e 10 foi montada à volta da Inteligência Artificial e a IA tem “fome” de RAM. Reduzir a memória agora é castrar o software que eles tanto promovem. Seria um soco no estômago para quem espera um topo de gama a sério. Esperemos que o “fumo” desta vez não passe de um susto, porque recuar na RAM em 2026 é pedir para ficar para trás.



