IA não funciona sem os atuais criadores de conteúdo!

Muitas vezes já me perguntaram “o que vais fazer quando a Inteligência Artificial escrever melhor que tu?”. Bem, escrever melhor que eu não é de todo muito difícil, porque a minha formação é de Engenharia e não de Jornalismo. Mas, estamos a falhar na questão que realmente importa.

Os motores de IA que subiram para níveis de popularidades pura e simplesmente incríveis, só são bons, porque “roubam” informação aos muitos meios que trabalham todos os dias para o manter informado.

Sim, o ChatGPT, o Bard, o Bing, etc… Andam a roubar informação daquilo que eu, e muitos outros autores, escrevem todos os dias na Internet. Isto, sem dar os devidos créditos. (Leia-se, pagar pelo uso da criação do conteúdo de outros.)

Como é óbvio, as coisas não podem continuar assim. Afinal de contas, se o IA rouba informação, e quem a cria não é recompensado. Os criadores vão deixar de criar, e sem material, o IA vai deixar de roubar… Porque não vai haver nada para roubar. É a chamada pescadinha de rabo na boca!

IA já está a dar problemas com direitos de autor!

Portanto, devido aos sucessivos roubos dos muitos motores IA do mercado, mais de 8000 autores já se juntaram para pisar os calos às grandes empresas tecnológicas por detrás destas ferramentas. Porquê? Bem, a Meta, OpenIA, Google, etc… Todas elas usaram informação na Internet, para treinar as suas redes neurais, sem pedir permissão, ou recompensar os criadores originais.

Já experimentou pedir ao ChatGPT para criar código? Para criar uma função, ou até um programa completo? Este vai-lhe oferecer muito e bom código, completamente funcional. Mas vai buscá-lo aos sítios do costume, como é o caso do popular site Stack Overflow, que tantos estudantes safou ao longo dos anos.

Isto é apenas um exemplo! Se for ao ChatGPT perguntar qual é a capacidade de bateria de um Galaxy S21 Ultra, este pode responder com informação publicada na Leak, na altura em que fizemos a review ao smartphone da Samsung. A diferença é que você nunca vai saber que fui eu a escrever esses dados, há 2 ou 3 anos atrás.

Em suma, é inegável que o IA é o futuro. Aliás, o IA já é o presente. Mas, a maneira como a informação é utilizada, vai ter de mudar. Caso contrário, não vamos ter humanos, nem robots, a criar conteúdo.

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Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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