Se tens notado que o espaço no teu disco está a desaparecer sem explicação ou que o teu PC anda com uma atividade estranha, a culpa pode ser do browser que usas todos os dias. Afinal de contas, muito recentemente, foi descoberto que o Google Chrome está a descarregar silenciosamente cerca de 4GB de dados relativos ao modelo de IA Gemini Nano para os dispositivos dos utilizadores.
Bem… não há milagres! A Google quer ganhar a corrida da inteligência artificial, mas está a fazê-lo à custa do teu armazenamento e da tua largura de banda, sem te perguntar absolutamente nada.
Onde está o “lixo” e por que razão volta sempre?

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Se fores curioso e fores investigar as pastas do teu browser, procura por uma pasta chamada OptGuideOnDeviceModel. É aqui que residem os 4GB do modelo de linguagem Gemini Nano.
No Windows 11, este ficheiro costuma estar escondido no caminho %LOCALAPPDATA%\Google\Chrome\User Data. O problema também já foi confirmado em máquinas com chips Apple Silicon e Ubuntu. Ou seja, não é um problema exclusivo do Windows 11.
O pior de tudo? Se decidires apagar a pasta para recuperar o teu espaço, o Chrome simplesmente volta a descarregá-la de forma automática. O que é… Algo estranho e até irritante.
Uma ironia que custa caro ao planeta?
A parte mais ridícula é que as funcionalidades de IA mais visíveis do Chrome, como a pesquisa inteligente na barra de endereços, correm nos servidores da Google e não localmente. Estes 4GB que estão a ocupar o teu disco servem apenas para funcionalidades secundárias, como a assistência de escrita, que muitos utilizadores nem sequer sabem que existe.
Como travar este abuso?
Se não queres desinstalar o Chrome, mas queres impedir este download forçado, podes tentar ir a chrome://flags e procurar pela opção “Enables optimization guide on device on Android” (mesmo no PC) e selecionar “Disabled”. É a única forma conhecida, além de mandar o browser pela janela fora, de tentar controlar o que a Google mete na tua máquina.
A minha visão? É um autêntico soco no estômago ver uma empresa como a Google a tratar o hardware dos utilizadores como se fosse propriedade dela. Para o fiel português que luta por cada GB de espaço num SSD mais curto, este tipo de atitude é inaceitável.
A IA devia ser uma opção e não uma imposição silenciosa que nos come os recursos sem aviso prévio.




