Aquecer a água para os teus banhos diários é uma das tarefas domésticas que mais consome energia e recursos ao final do mês. Efetivamente, quando chega a hora de remodelar a casa ou de substituir um equipamento que subitamente avariou, surge sempre o mesmo velho e tenso dilema. Por isso, a escolha entre um esquentador a gás ou um termoacumulador elétrico costuma gerar debates intensos entre as famílias portuguesas. De facto, tomar a decisão tecnologicamente errada nesta fase inicial pode condenar-te a faturas assustadoras durante a próxima década.
Esquentador ou Termoacumulador: a magia instantânea e barata do esquentador
Antes de mais, vamos analisar o clássico rei das cozinhas modernas. Neste sentido, o grande trunfo dos esquentadores a gás é a sua capacidade de aquecer a água de forma totalmente contínua e imediata. Como resultado, podes tomar um banho longo ou ter várias pessoas a utilizar as torneiras e a água nunca vai ficar fria a meio. Adicionalmente, estes equipamentos murais são incrivelmente compactos, ocupando até quatro vezes menos espaço na parede da tua cozinha ou lavandaria do que os tradicionais depósitos fechados.

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Além disso, existe uma vantagem absolutamente brutal quando olhamos para a matemática pura e dura. Por outro lado, atualmente, o preço do gás natural no mercado regulado português ronda os simpáticos 0,06 euros por quilowatt-hora. Desta forma, o custo energético de gerar calor imediato através da queima de gás canalizado continua a ser muito mais amigo da tua carteira.
O conforto seguro e silencioso do termoacumulador
Paralelamente, os termoacumuladores, habitualmente chamados de cilindros, têm conquistado cada vez mais o mercado da construção nova. Ainda neste seguimento, o seu maior ponto de atração é a ausência total de perigos mortais associados a fugas de gás ou monóxido de carbono no interior da tua habitação. Neste contexto, a instalação destes monstros de armazenamento é extremamente simples, exigindo apenas a ligação da água fria, da água quente e uma tomada de parede comum, sem a necessidade de exaustões complexas ou inspeções camarárias rigorosas.
Consequentemente, a grande desvantagem que tens de ponderar seriamente é a inevitável conta da luz. Em suma, a eletricidade atual em Portugal custa em média 0,14 a 0,16 euros por quilowatt-hora. Isto significa literalmente que o teu custo de consumo base será mais do dobro em comparação com o gás natural. Pior ainda, a tua água quente fica restrita ao volume exato do tanque; se o cilindro não for gigante e a família tomar banhos seguidos, o último membro do grupo terá a desagradável surpresa de apanhar água gelada.

O Veredito de Poupança
Portanto, a resposta final para a saúde da tua conta bancária depende inteiramente da infraestrutura que já possuis na tua rua e na tua parede. Por conseguinte, se tiveres acesso a uma boa rede de gás natural canalizado e uma ventilação adequada, o esquentador continua a ser, sem qualquer margem para dúvidas, a opção mais inteligente e económica do mercado, garantindo-te centenas de euros de poupança ao longo do ano.
No entanto, se queres mesmo abandonar as inspeções de gás e avançar para uma casa totalmente elétrica, deves ter imenso cuidado. Colocar um simples cilindro com uma resistência elétrica convencional vai fazer a tua fatura da luz disparar sem piedade. Por fim, caso tenhas mesmo de seguir obrigatoriamente a via da eletricidade, o meu melhor conselho financeiro é investires o teu dinheiro num sistema moderno de bomba de calor para aquecimento de águas. Embora o aparelho seja inicialmente bem mais caro do que um termoacumulador de supermercado, consome quatro vezes menos eletricidade, pagando a sua própria diferença de preço em poucos anos de banhos relaxantes!




