Há situações que parecem saídas de uma comédia pura e dura, mas que, infelizmente, são apenas o dia a dia de quem vive e trabalha em Lisboa. Recentemente, um post no r/portugal tornou-se viral ao mostrar o cúmulo da falta de lógica (ou do excesso de burocracia) da EMEL.
Ou seja, imagina que chegas ao teu carro, bem estacionado, depois de um dia de trabalho, e descobres que não podes sair porque um carro estacionado ilegalmente te bloqueia o caminho. Até aqui, é apenas mais um dia na “selva” urbana. O problema é que a EMEL apareceu e, em vez de rebocar o infrator, ou de pura e simplesmente multar, decidiu bloqueá-lo ali mesmo.
Ou seja, a entidade que devia garantir a mobilidade decidiu “congelar” a obstrução, deixando o cidadão que pagou e cumpriu, um autêntico refém da situação.
EMEL: Bloquear alguém bem arrumado é agora solução?
Portanto, a lógica por trás desta decisão é, no mínimo, bizarra.
Afinal, perante um carro que está a impedir a circulação de outro veículo, a prioridade da fiscalização deveria ser a remoção imediata do obstáculo. Mas não. Em vez de chamarem o reboque e libertarem o espaço, os agentes optaram por colocar o velho bloqueador amarelo em uma das rodas do infrator. Assim, garantiram que o “imbecil” (como lhe chama o autor do post) não sai dali, mas garantiram também que a vítima do mau estacionamento fica presa por tempo indeterminado. De facto, mais que uma pessoa ficou refém, porque o carro ali mal estacionado, e bloqueado, complicava a vida de várias pessoas.
Burocracia vs. Bom Senso em 2026
É fascinante (e frustrante) ver como, em pleno 2026, com toda a tecnologia de gestão de cidades inteligentes de que tanto se fala, ainda falhamos no básico. Uma app de gestão de ocorrências ou um sistema de comunicação minimamente funcional entre agentes e reboques deveria ter resolvido isto em minutos. Ou seja, estamos a investir milhões em sensores e câmaras, mas no momento de aplicar o bom senso, o sistema falha redondamente.
Conclusão: Onde fica o serviço público?
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