Death Stranding Director’s Cut (Análise PS5)

Death Stranding Director’s Cut (Análise PS5): Se o leitor alguma vez se perguntou como seria um jogo desenvolvido por Hideo kojima, a mente brilhante por detrás de Metal Gear Solid, sem as rédeas apertadas da Konami, a resposta é Death Stranding. Originalmente lançado em 2019 (PS4), este jogo foi muito provavelmente um dos mais polarizantes dos últimos tempos. Ou seja, é caso para dizer que, ou adorou, ou odiou.

Isto porque Death Stranding pode ser classificado como um “Walking Simulator” glorificado. Com a agravante de o sistema de organização de inventário ser extremamente exigente e desnecessariamente complexo. Por outro lado, é um jogo com as vistas mais lindas e detalhadas que já vi, assim como cutscenes especulares que contam com a presença de atores como Norman Reedus, Mads Mikkelsen e Guillermo Del Toro.

Death Stranding

Resumo da versão original

Sem saber o que pensar? É normal, temos um jogo em que as primeiras 10/15 horas são passadas em Fetch Quests (levar itens de A a B). Em que temos de colocar e equilibrar individualmente cada item do nosso inventário algures no nosso corpo e em que basta um passo em falso para irmos ao chão, largando todo o nosso inventário e começando do zero novamente.

E atenção, passadas essas primeiras 10/15 horas o jogo continua a ser uma séria de Fetch Quests! A diferença é que vamos recebendo upgrades para suavizar um pouco o sistema de transporte de itens.

Em contrapartida, e como nem tudo pode ser mau, a história é uma experiência que só Kojima conseguiria escrever

O setting é altamente interessante, o mapa é lindo, a história é cheia de mistério e consegue realmente transmitir a sensação de que somos só uma pessoa a tentar reunir um país arruinado pelo Death Stranding. (O nome dado ao evento que criou este cenário pós apocalíptico), isto, através da nossa força de vontade.

Diferenças em Death Stranding Director’s Cut

O que existe de diferente então neste director’s cut para a nova geração de consolas?

Claramente que a Kojima Productions teve em consideração o feedback das milhares de pessoas que, ao saberem que se tinham de preocupar até com a durabilidade dos seus sapatos, disseram GG (good game) e nem deram hipótese a Death Stranding.

Isto porque, agora, existem várias adições que ajudam a suavizar as partes mais entediante desta experiência logo desde inicio. Entre estas estão umas pernas biónicas que ajudam a equilibrar melhor o nosso inventário enquanto caminhamos, uma arma elétrica não letal que nos dá uma alternativa espetacular em combate na fase inicial do jogo, um canhão a partir de onde podemos lançar um conjunto de itens/encomendas através do mapa, para nos conseguirmos deslocar ao nosso destino mais facilmente e por fim uma pernas robóticas que nos seguem ao longo do mapa e que podem transportar a carga por nós. (Ou podem até transportar o próprio jogador, nesse caso largamos o comando e ficamos literalmente a olhar para o ecrã a ver o quão “bom” é o pathfinding neste jogo).

Para além destas alterações a nível mecânico, temos alguns extras a nível de história. Estas podem resumir-se a uma fábrica abandonada com vibes e referências a MGS, que temos de visitar várias vezes, explorando novas porções em cada visita. Assim como uma pista de corrida que podemos construir e competir em time trials, contra o tempo de outros jogadores. Infelizmente esta é sem dúvida a parte mais fraca desta “Cut”.

Como qualquer port de qualidade que avance uma geração, podemos esperar também Load Times bem mais reduzidos, assim como uma resolução e framerates mais altos. O que acaba por resolver também um dos principais problemas da versão original, o facto do sistema de Fast Travel ser demasiado lento na PS4.

Conclusão

Death Stranding

Em suma, se originalmente o próprio conceito de Death Stranding não lhe pareceu apelativo. Este Director’s Cut nada vai fazer para lhe despertar o interesse. Isto porque todas as mesmas mecânicas estão presentes, simplesmente foram acrescentados alguns extras para suavizar um pouco as características mais entediantes. Se, como eu, estava indeciso pois tolera/gosta de walking simulators e queria viver esta história única, porém o extremo a que foram levadas as mecânicas de jogo fez com que não avançasse para a compra, então esta Director’s Cut, é sem dúvida para si.

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Gonçalo Henriques
Lembro-me de ser miúdo e passar os meus dias a jogar NES/PS1, acho que até aí já sabia que iria ser gamer para o resto da vida. Agora quero partilhar este meu interesse com todos os que estejam interessados em ouvir um geek a falar da sua paixão.

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