Durante anos, falar de um filme de Call of Duty era algo que fazia sentido, mas também se sentia como uma miragem. Toda a gente sabia que a ideia existia, toda a gente percebia que o nome tinha força mais do que suficiente para encher salas, mas no fim do dia… Nunca acontecia nada.
Pois bem, agora a conversa mudou! O filme de Call of Duty já tem data de estreia, já tem realizador, e começa finalmente a parecer um projeto real, em vez de mais uma adaptação que vive presa em rumores e promessas velhas.
Mas, se calhar há um problema… Que é chegar numa altura em que o nome começa a perder (muita) força.
Call of Duty vai chegar ao cinema em 2028
Portanto, o filme live-action de Call of Duty estreia nos cinemas no dia 30 de junho de 2028. Ainda falta muito? Falta. Mas, honestamente, depois de tantos anos de silêncio e de desenvolvimento meio perdido, já é uma pequena vitória ver uma data concreta em cima da mesa.
Isto também mostra que a Paramount e a Activision querem mesmo avançar com a coisa. Porque também há mais vontade de ganhar dinheiro com o IP de uma forma menos… Tradicional. Por isso, agora já há calendário. E quando há calendário, a pressão começa a ser outra.
Pete Berg foi o escolhido. E isso diz muito sobre o tom que aí vem.
Na cadeira de realizador aparece Pete Berg, com Taylor Sheridan também ligado à escrita.
Não estamos a falar de um nome de culto que vai transformar isto numa obra-prima intelectual. Mas também não estamos a falar de alguém sem mão para ação, ritmo e cinema musculado. Pete Berg já fez filmes que sabem vender tensão, impacto e aquele lado mais físico e militar da coisa. E isso, no universo Call of Duty, faz todo o sentido.
No fundo, a escolha parece querer dizer uma coisa muito simples. Este filme quer ser grande, intenso e sério q.b., não apenas uma festa de explosões vazias.
O verdadeiro problema é outro. Que Call of Duty é este?
Call of Duty não é uma saga simples. Não é uma única história, não é uma única guerra, não é um único tom. Tens Segunda Guerra Mundial, guerra moderna, operações especiais, conspirações, futuro próximo, futuro exagerado e tudo pelo meio.
Não é bem uma saga fácil de adaptar para série ou filme. Por isso, a grande pergunta não é se o filme vai ter tiros e explosões. Claro que vai. A pergunta certa é outra. Que lado de Call of Duty é que eles querem adaptar?
Se forem pelo lado Modern Warfare, que é o que faz mais sentido, há aqui espaço para fazer algo muito mais apelativo para o grande público. Especialmente porque já existem personagens adoradas pelos fãs. Mas, mesmo se forem buscar o lado mais histórico, também pode resultar. O problema é tentar meter tudo dentro do mesmo saco e acabar com um filme sem identidade.







