A Apple acaba de apresentar resultados que deixariam qualquer empresa a saltar de alegria, mas, como sempre, há detalhes para estudar. Ou seja, entre recordes de receitas de 111 mil milhões de dólares e um programa de recompra de ações de 100 mil milhões, há um fantasma que não larga Cupertino.
Estamos a falar da incapacidade de fabricar iPhones e Macs à velocidade que o pessoal os quer comprar.
No fundo, o problema é o costume, agora com um toque moderno. A Apple consegue criar o desejo como ninguém, como podemos ver com o sucesso absurdo do iPhone 17 ao longo desta última geração. Mas, a sua cadeia de abastecimento está a bater no teto.
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A guerra pelos chips e o fenómeno MacBook Neo

Estamos a viver uma era onde tudo o que é chip de alta performance está a ser sugado pela Inteligência Artificial. Sim, já não é apenas e só a memória, apesar de ser aqui que o maior problema ainda reside.
A Apple, que usa as mesmas linhas de produção da TSMC para os seus processadores de topo, está a sentir o aperto. Algo que não afeta apenas os iPhones.
Curiosamente, a grande surpresa da temporada tem sido o MacBook Neo. Ou seja, ao lançar uma máquina de 599 dólares com o chip A18 Pro, a Apple entrou a pés juntos no território dos Chromebooks e dos portáteis Windows baratos. Uma estratégia muito interessante, porque a Apple queria aproveitar os chips com defeito do iPhone 16 Pro. Porém… O sucesso foi demasiasdo para o que a Apple esperava.
O que depois resultou num problema curioso. Agora são precisos mais chips, que não existem. Conseguir manter estas máquinas nas prateleiras vai ser o grande desafio do ano.
O fim da memória barata e a saída de Tim Cook
Se acompanhas o que escrevo na Leak, sabes que o “apocalipse da memória” é real.
A Apple conseguiu manter margens brutas elevadas porque ainda estava a usar stock de memória comprado a preços antigos. Mas o mel acabou. Cook já avisou que, a partir de agora, os custos da memória vão subir significativamente, o que vai apertar as margens da empresa.
Mas a maior bomba não é financeira, é de liderança. Setembro vai marcar o fim de uma era: Tim Cook vai deixar o cargo de CEO, passando o testemunho a John Ternus (o atual chefe de hardware). Cook continuará por lá como chairman executivo, mas é uma mudança histórica que acontece precisamente quando a empresa está a investir mais do que nunca. Pode vir a ser muito importante.
O que esperar do futuro?
Apesar dos custos a subir e da falta de componentes, a Apple prevê crescer entre 14% a 17% no próximo trimestre. É uma previsão agressiva que mostra que, para a Apple, o problema nunca é vender.
Agora resta esperar pela WWDC em junho. Para perceber o caminho que a Apple quer enredar.




