(Análise) ASUS ZenFone 11 Ultra: Uma crise de identidade!

Como já disse várias vezes ao longo dos anos, a ASUS é um caso de estudo no mundo dos smartphones. Afinal de contas, apesar de não ser uma fabricante perfeita (qual é?), porque acaba por falhar um pouco nas atualizações atempadas de software, é uma marca que anda a fazer das suas no mundo Android há cerca de 10 anos, visto que o primeiro ZenFone (ZenFone 4) foi lançado no agora distante ano de 2014.

Caso não se lembre, este telemóvel chegou ao mercado com um ecrã de 4” WVGA (800 * 480), um processador Intel Atom Z2520 dual-core, uma câmara traseira de 5MP, e apenas 1GB de memória RAM. Curiosamente, o aparelho nem tinha um flash LED para fotografias.

Agora, além dos cada vez mais poderosos e bem construídos ROG Phone, temos ainda o recentemente lançado ZenFone 11 Ultra, um aparelho que tenta seguir a mesma exata tendência de smartphones grandes do lado Android da coisa, isto ao “roubar” muito do hardware que a ASUS utilizou no seu mais recente ROG.

Temos assim um smartphone com um ecrã de 6.78” (1080*2400) capaz de ocupar quase 90% da parte da frente, um SoC octa-core Snapdragon 8 Gen3, uma das maiores baterias do segmento, bem como um módulo de câmaras composto por 3 sensores.

O que 10 anos fizeram! Porém, a crise de identidade só tem vindo a piorar.

(Análise) ASUS ZenFone 11 Ultra: Uma crise de identidade!

Especificações Técnicas

  • Ecrã: OLED 6.78” // 1080 * 2400 // 144Hz
  • SoC: Qualcomm Snapdragon 8 Gen 3 (4nm)
  • Memória RAM: 12GB ou 16GB
  • Armazenamento: 256GB ou 512GB
  • Bateria: 5500mAh (Carregamento rápido 65W com fios // 15W sem fios) – Carregador não incluído.
  • Câmaras:
    • 50 MP, f/1.9, 24mm (wide), 1/1.56″, 1.0µm, PDAF, gimbal OIS
    • 32 MP, f/2.4, 65mm (telephoto), 1/3.2″, 0.7µm, PDAF, OIS, 3x optical zoom
    • 13 MP, f/2.2, 13mm, 120˚ (ultrawide), 1/3.0″, 1.12µm
  • Peso e Dimensões: 163.8 x 76.8 x 8.9 mm // 224g

Introdução

O ZenFone 11 Ultra é um bom smartphone, ao contar com hardware de qualdiade inegável, uma qualidade de construção própria do nome ASUS, sendo também um aparelho agradável ao olhar, especialmente nesta cor azul clara que reluz debaixo de qualquer luz.

Porém, é também um smartphone que não faz qualquer sentido na gama de aparelhos da ASUS.

Ou seja, a ASUS não é uma Samsung, não é uma Xiaomi, nem sequer é uma Apple. É uma ASUS! É uma marca que vai ser sempre reconhecida pelo seu trabalho no lado dos computadores, especialmente no lado dos portáteis e componentes, e nunca pelos seus smartphones. — Por muito bons que estes sejam!

Afinal, a ASUS já anda nisto há 10 anos, e ainda existe um número absurdo de consumidores que não fazem ideia de que esta fabricante desenvolve e lança smartphones todos os anos. Sendo exatamente por isso que acredito cada vez mais que o ROG Phone deveria ser o único aparelho da empresa.

Com um ROG Phone, o foco seria diferente, o aparelho também seria diferente de tudo o resto, e dessa forma, a ASUS poderia construir uma identidade separada das suas muitas rivais. A correr bem, aí sim, a gama ZenFone podia voltar com uma outra força.

Aliás, durante muito tempo, acreditei que essa fosse a estratégia da empresa, ao tornar o ROG Phone mais agradável ao olhar e ao toque de qualquer consumidor casual, de forma a aproveitar a iimagem que a ASUS tem junto dos entusiastas.

Mas não, o ZenFone 11 Ultra chegou ao mercado como uma cópia do ROG Phone 8, com um outro nome, e alguns toques no design. Atenção! Não deixa de ser um bom smartphone! Porém, não faz sentido, e acaba por confudir o mercado.

Design e Ecrã

A uma primeira vista, o ZenFone 11 Ultra parece diferente, mas, especialmente para quem já teve a oportunidade de andar com um ROG Phone 8 na mão, as similaridades são inegáveis.

Aliás, as grandes diferenças estão nos acabamentos, onde o ZenFone aparece com um design muito mais “tradicional”, e no ecrã, que aqui não é bem o mesmo paínel utilizado na gama Gaming da ASUS, mas que ainda assim aparece com a capacidade de chegar aos 144Hz.

Tudo o resto é o mesmo, tanto no lado do hardware, como também na grande maioria do software que dá vida ao aparelho.

É um aparelho que aparece para tentar ir de encontro à tendência Ultra que se vive no mundo Android. É um aparelho grande e poderoso. Mas fica por aí.

Performance

No campo da performance, como dissemos em cima, não é um aparelho que faça grandes compromissos. Tem o melhor hardware que o mundo mobile tem para oferecer, e na realidade, é um dos aparelhos “Ultra” mais baratos que o dinheiro pode comprar. Visto que é significativamente mais barato que os seus rivais a começar nos 1029€.

Assim, se gosta da ASUS, e quer ter um aparelho portentoso para jogar, ou para que nada se pareça minimamente lento, não há que enganar. Aliás, até no campo da bateria temos uma célula de 5500mAh em vez dos “banais” 5000mAh que podemos ver na grande maioria dos aparelhos dentro da mesma gama.

É poderoso!

Câmaras

A ASUS não costuma impressionar neste campo, mas, em 2024, tanto no ROG Phone como neste ZenFone 11 Ultra, temos algumas surpresas. A gigante de Taiwan fez melhorias muito interessantes no hardware, e tentou acompanhá-as com muito e bom processamento de imagem.

O resultado final é quase sempre bom, especialmente quando a luz ajuda. Aliás, posso dizer que o único ponto que não gostei muito foi mesmo a captura de vídeo em ambientes com pouca luz.

Entretanto, nada melhor que algumas imagens para ter uma ideia daquilo que poderá contar.

Selfie

Aqui temos um modo de beleza que com vários níveis, que vai desde o 0 (Desligado) a 10 (intenso). Vou meter uma imagem com o modo desligado, e com o modo no nível 3. Isto para ter uma ideia do nível de processamento feito.

É curioso, o aparelho foi capaz de esconder as olheiras, ao mesmo tempo que aclarou um pouco a pele. Não foi demasiado longe daquilo que é a realidade.

Conclusão

O ZenFone 11 Ultra, volto a dizer, é um bom telemóvel.

Mas, entre um ZenFone 11 Ultra e um ROG Phone 8, acho que iria preferir o segundo, porque não só oferece o mesmo nível de performance, como também é muito mais aquilo que eu acho que a ASUS é no dia-a-dia.

Ainda assim, se o encontrar a um bom preço, este “Ultra” não é só de nome, é mesmo a sério.

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Nuno Miguel Oliveirahttps://www.facebook.com/theGeekDomz/
Desde muito novo que me interessei por computadores e tecnologia no geral, fui sempre aquele membro da família que servia como técnico ou reparador de tudo e alguma coisa (de borla). Agora tenho acesso a tudo o que é novo e incrível neste mundo 'tech'. Valeu a pena!

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