Xiaomi Smart Band 10 Pro engordou para o dobro. Será boa ideia?

A linha de pulseiras da Xiaomi tem sido historicamente a alternativa mais fiável e acessível para quem pretende fugir aos preços exorbitantes de equipamentos concorrentes. Efetivamente, a marca lançou a versão base da sua décima geração no verão passado, mas todos os entusiastas aguardavam por uma atualização do modelo superior, que não recebe novidades desde o final de 2024. Por isso, os últimos relatórios da indústria tecnológica apontam para um lançamento iminente que poderá acontecer já no próximo mês de maio. De facto, a fabricante asiática prepara-se para apresentar a Smart Band 10 Pro com alterações estéticas e estruturais muito significativas.

Xiaomi Smart Band 10 Pro: o salto visual para os materiais premium

Antes de mais, as informações recentemente divulgadas na internet revelam que a nova pulseira chegará aos mercados com uma vasta gama de opções visuais. A edição padrão, construída com uma moldura de metal robusta, estará disponível em preto, branco, prateado, laranja e rosa. Neste sentido, a grande e inesperada revolução desta geração recai sobre a introdução de uma edição especial fabricada inteiramente em cerâmica branca.

Como resultado, o nível de construção geral do dispositivo vai dar um salto qualitativo gigantesco face a tudo o que a marca já apresentou neste formato. Adicionalmente, o uso deste material nobre coloca finalmente esta humilde pulseira desportiva a competir esteticamente com os relógios de luxo tradicionais.


O mistério do aumento drástico de peso

Além disso, esta aposta em novos materiais e num possível hardware renovado trará consequências diretas e imediatas para o conforto do aparelho. Por outro lado, os dados vazados apontam que a versão normal de alumínio poderá pesar perto de quarenta gramas. Já a requintada variante em cerâmica deverá quebrar facilmente a barreira das cinquenta gramas.

Desta forma, se nos lembrarmos que a geração anterior pesava umas meras vinte e cinco gramas sem a bracelete incorporada, percebemos que estamos perante uma duplicação quase literal da massa do dispositivo. Paralelamente, este aumento substancial de peso é um indicador técnico claríssimo de que a Xiaomi decidiu integrar uma bateria com uma capacidade muito superior. Ou então abandonar o clássico ecrã retangular compacto a favor de um formato quadrado bastante mais largo e pesado.

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Afinal a que se deve isto?

A Xiaomi está claramente a tentar esbater de vez a linha divisória que separa uma pulseira de monitorização básica de um verdadeiro smartwatch topo de gama. Consequentemente, ao introduzir materiais de produção dispendiosos como a cerâmica e ao aumentar o volume do aparelho, a empresa corre o sério risco de desvirtuar a própria essência do produto.

O público que compra as Smart Bands fá-lo precisamente porque elas são tão leves e minimalistas. Tanto que se tornam invisíveis durante uma sessão de ginásio ou durante uma noite de sono. Se as pistas mecânicas deixadas pelo peso se materializarem num ecrã enorme e em baterias maiores, a lei do mercado ditará um agravamento forte do custo na loja. Por conseguinte, a grande questão que fica no ar é se o consumidor estará realmente disposto a suportar um aumento agressivo de preço num acessório cujo principal argumento de vendas sempre foi ser absurdamente barato.

Bruno Fonseca

Bruno Fonseca

Fundador da Leak, estreou-se no online em 1999 quando criou a CDRW.co.pt. Deu os primeiros passos no mundo da tecnologia com o Spectrum 48K e nunca mais largou os computadores. É viciado em telemóveis, tablets e gadgets.

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