Inicialmente, não era grande fã da tecnologia. Mas, hoje em dia, há QR Codes para tudo. Restaurantes, parques de estacionamento, menus, pagamentos, passwords de Wi-Fi, bilhetes, campanhas, apps, promoções e até embalagens que nunca pediste para ver mais de perto. Está tudo agarrado a um quadrado cheio de pontinhos! E a verdade é que a coisa resulta. Apontas o smartphone e tens acesso à informação.
Mas, com um uso tão normalizado, será que um dia vamos ficar sem combinações possíveis?
A resposta curta é simples. Não! Muito provavelmente nunca vamos chegar perto disso.
Há QR Codes para tudo e para todos? Sim. Mas combinações também!
O segredo está aqui.
Um QR Code pode parecer uma coisa pequena e simples, mas por trás daquele quadrado existe uma quantidade absurda de combinações possíveis. Estamos a falar de um sistema que consegue armazenar texto, links, números, ficheiros e vários tipos de informação, com versões diferentes e níveis diferentes de complexidade.
Ou seja, apesar de parecer que já viste milhões de QR Codes na rua, na prática ainda nem arranhámos a superfície daquilo que é possível criar.
Aliás, a maioria dos QR Codes nem sequer usa o seu potencial
A esmagadora maioria dos QR Codes que vês no dia a dia serve para coisas muito básicas. Um link para um site. Um menu online. Um formulário. Um contacto. Um acesso rápido a uma rede Wi-Fi.
Isto significa que quase nenhum está a usar a capacidade máxima do formato. Logo, há uma margem gigantesca para continuar a criar novos códigos sem qualquer drama.
O formato dá para muito mais que isto.
Também há QR Codes dinâmicos. Sabias?
Nem todos os QR Codes são estáticos. Alguns são dinâmicos, o que significa que o mesmo código pode continuar visível e a apontar para conteúdos diferentes ao longo do tempo. Ou seja, nem sequer precisas de criar um novo QR Code sempre que queres mudar a informação. Podes reutilizar o mesmo e alterar o destino por trás.
Assim, além de haver combinações quase sem fim, ainda tens códigos que podem ser reaproveitados vezes sem conta.
O QR Code ganhou uma nova vida depois da pandemia!
Os QR Codes já existiam, mas durante anos viveram ali numa zona estranha entre o “giro” e o “não me apetece”. A pandemia mudou isso tudo. Passaram a estar em menus, pagamentos, check-ins, formulários e serviços públicos. Aliás, até a app do SNS usava códigos QR.
Por isos, hoje já ninguém estranha ver um QR Code numa montra, numa conta de restaurante ou colado à porta de um prédio. É normal.
Mas… Não leias todos os códigos que vês!
Claro que nem tudo são maravilhas.
O problema de uma tecnologia tão simples e tão espalhada é que também se torna perfeita para esquemas. E é precisamente aí que entra o chamado quishing, que é basicamente phishing com QR Codes.
Metes um código falso num sítio qualquer, levas a pessoa para uma página manhosa, e de repente já tens logins, dados bancários ou informação pessoal a circular onde não devia.
Ou seja, o verdadeiro problema dos QR Codes nunca foi a falta de espaço. É a facilidade com que muita gente confia neles sem pensar duas vezes.







